

Um movimento simples e discreto feito com uma das mãos pode ser a chave para salvar a vida de mulheres em situação de perigo. O gesto, que consiste em abrir a palma da mão, dobrar o polegar ao centro e fechar os outros quatro dedos sobre ele, tornou-se o sinal universal de socorro. Inspirado em uma campanha internacional, o recurso foi integrado às diretrizes do Protocolo Não Se Cale, uma política pública do Estado de São Paulo voltada para combater o assédio e a violência em estabelecimentos como bares, restaurantes, clínicas, academias e instituições de ensino.

A proposta do sinal é permitir que a vítima peça auxílio de maneira silenciosa e sem chamar a atenção do agressor. Para garantir uma resposta rápida e eficaz, o protocolo paulista estabelece regras padronizadas que eliminam improvisos no atendimento. Quando um funcionário treinado identifica o gesto ou recebe um pedido de ajuda verbal, sua primeira atitude deve ser conduzir a mulher imediatamente a um ambiente reservado e seguro, longe do alcance da ameaça, oferecendo apoio psicológico e físico até que ela possa ir embora em segurança ou aguardar a chegada das autoridades policiais e médicas.
Para que a proteção funcione na prática, o programa exige que os estabelecimentos adotem uma série de medidas operacionais e de conscientização. As equipes de trabalho passam por um curso de capacitação gratuito e obrigatório que ensina como agir sem expor a vítima. Além disso, os locais devem afixar cartazes explicativos sobre o protocolo e o gesto em pontos visíveis e nos banheiros femininos. As empresas que cumprem todas as etapas e mantêm o ambiente seguro são reconhecidas com o selo oficial de “Estabelecimento Amigo da Mulher”. Os funcionários também são instruídos a atuar preventivamente, intervindo e oferecendo suporte caso presenciem qualquer cena de assédio no espaço.









