

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), publicou um vídeo em suas redes sociais para se posicionar sobre a recente divulgação de mensagens trocadas entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O religioso afirmou que não vai julgar ou condenar o parlamentar com base em informações que considerou vazamentos seletivos. Para justificar sua postura de cautela, Malafaia relembrou que ele próprio já foi alvo de uma situação semelhante no passado, quando diálogos particulares que manteve com o ex-presidente Jair Bolsonaro foram expostos publicamente com o objetivo de desgastar sua imagem diante da opinião pública.

Em seu forte desabafo, o pastor direcionou críticas à condução das investigações e cobrou providências das autoridades do Judiciário. Ele argumentou que o Estado brasileiro tem o dever legal de proteger e manter sob sigilo absoluto todas as informações que fazem parte de um inquérito policial. Diante da exposição das mensagens, Malafaia apontou o dedo para a Polícia Federal, responsável pela custódia do material, e pediu que o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, a quem elogiou pela conduta, abra uma apuração rigorosa para identificar quem permitiu a divulgação dos dados no atual ano eleitoral, o que classificou como um fato de extrema gravidade.
O líder evangélico também defendeu a legalidade da estrutura financeira criada para o filme “Dark Horse”, que abordará a trajetória de Jair Bolsonaro e motivou as conversas entre o senador e o banqueiro. De acordo com Malafaia, o fato de os recursos terem sido destinados a um fundo de investimentos nos Estados Unidos afasta qualquer suspeita de corrupção ou repasse ilegal de dinheiro. Ele enfatizou que Flávio Bolsonaro não recebeu nenhuma quantia pessoalmente e explicou que a legislação americana para fundos exclusivos de cinema é extremamente rígida, o que impediria a utilização de notas fiscais falsas ou desvios sem que os responsáveis fossem imediatamente presos pela justiça daquele país.
Por fim, o pastor questionou o espaço dedicado pela imprensa ao caso, traçando um comparativo com denúncias que envolvem integrantes do Partido dos Trabalhadores. Malafaia citou nomes como os de Guido Mantega, Ricardo Lewandowski e Jaques Wagner, que também foram mencionados em investigações ligadas ao Banco Master, alegando que as reportagens sobre os políticos governistas sumiram rapidamente dos principais jornais do país. Ele sugeriu que o tratamento diferenciado dado aos aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocorre devido aos repasses de verbas publicitárias do governo federal para os grandes veículos de comunicação, concluindo que prefere aguardar a conclusão oficial das investigações antes de tirar conclusões precipitadas.







