

A Empresa Municipal de Tecnologia e Informação (Empro), responsável pela gestão tecnológica de São José do Rio Preto, exonerou por justa causa dois de seus servidores públicos. A demissão ocorreu após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar que comprovou que a dupla gerenciava negócios particulares que concorriam diretamente com os serviços da própria Empro. A decisão, assinada pelo diretor-presidente da companhia, Marco Antonio da Silva Rodrigues, foi publicada oficialmente no Diário Oficial do Município.

O comitê que investigou o caso constatou que os trabalhadores agiram de má-fé ao utilizar computadores, banco de dados, informações privilegiadas e toda a estrutura física da empresa pública para alavancar suas atividades empresariais privadas. A conduta foi classificada pela administração como uma grave afronta aos deveres funcionais do cargo. Em resposta à medida, a defesa de um dos funcionários declarou que a punição aplicada pelo Poder Público foi exagerada e desproporcional.
A situação dos ex-servidores é ainda mais delicada na esfera criminal, uma vez que ambos são réus em uma denúncia apresentada pelo Ministério Público. Eles são acusados de participação em um grande ataque hacker que bloqueou e paralisou os sistemas da Prefeitura de Rio Preto por seis dias no ano de 2025. Na época do ataque cibernético, os criminosos tentaram extorquir o município, exigindo um resgate de 500 mil reais em moedas virtuais para liberar o acesso aos computadores da administração pública. O processo judicial agora corre em segredo de Justiça, e os envolvidos vão responder por associação criminosa, invasão de computadores e inserção de dados falsos nos sistemas.


A dupla e um terceiro suspeito chegaram a ser detidos temporariamente pela Polícia Civil durante a Operação Caim, deflagrada em outubro de 2025, que realizou buscas em imóveis de luxo e apreendeu diversos celulares e computadores. Atualmente, os investigados respondem ao processo em liberdade provisória, mas cumprem medidas cautelares rígidas impostas pelo juiz, como a proibição de deixar a comarca sem autorização, o recolhimento domiciliar noturno e a obrigação de comparecer mensalmente ao Fórum para prestar contas. Um dos servidores demitidos já estava afastado de suas funções na Empro há dois anos por meio de uma licença sem remuneração, período que aproveitou para abrir a empresa privada que gerou o conflito de interesses.







