quinta, 5 de fevereiro de 2026

Servidores da Educação de Fernandópolis anunciam carreata pedindo a saída de Secretária

No próximo sábado, dia 17, a Secretária de Educação de Fernandópolis voltará a ser alvo de protestos organizados por professores e servidores da rede municipal. A mobilização, marcada pelo coro “Fora Valdete”, deixará as redes sociais para percorrer as principais ruas da cidade em uma carreata que contará com carro de som e músicas dedicadas à manifestação.

Motivações do Movimento

Os organizadores enfatizam que o pedido de saída da secretária não possui caráter pessoal ou político, mas fundamenta-se em um esgotamento profissional da categoria. Segundo os manifestantes, existe uma falta de diálogo e de conhecimento técnico sobre o funcionamento da educação pública por parte da atual gestão.

As principais reclamações apontadas pelo grupo incluem:

  • Problemas Estruturais: Salas de aula superlotadas, falta de ventilação adequada e ventiladores quebrados.
  • Segurança e Manutenção: Relatos de unidades com forros caindo, presença de animais peçonhentos e falta de manutenção predial.
  • Atendimento Especializado: Escassez de cuidadores para alunos que possuem laudo médico.

Críticas à Gestão Administrativa Educacional

A categoria também denuncia decisões que demonstrariam desconhecimento da legislação educacional, como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e processos licitatórios. Além disso, os professores questionam a edição de normas consideradas punitivas que atingem servidores em licença médica e restringem direitos, como o uso de abonadas. Algumas dessas medidas, segundo o movimento, já foram barradas pela Justiça.

Reivindicações e Valorização Profissional

Apesar do discurso oficial da Prefeitura sobre valorização, os profissionais apontam a ausência de ações concretas, como:

  • Equiparação salarial e plano de carreira.
  • Melhoria efetiva das condições de trabalho.
  • Contraste entre a falta de profissionais nas escolas e o “inchaço” administrativo em outros setores municipais.

A manifestação é descrita como um ato pacífico e coletivo, integrado a um contexto mais amplo de reivindicação por reajuste salarial digno e respeito aos servidores públicos da cidade. O lema adotado pelo grupo é: “Nossa voz não será calada. Nenhum passo para trás”.

A manifestação conta com apoio da Apeoesp – Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo.

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