domingo, 21 de junho de 2026

Servidor público é condenado após amputar o próprio pé em golpe para receber R$ 1,5 milhão de seguro

Um funcionário público do estado da Bahia foi condenado pelo crime de estelionato após planejar uma farsa chocante para tentar receber indenizações milionárias. De acordo com o processo judicial, o homem chegou a mutilar o próprio pé direito e inventou ter sido vítima de um assalto violento para tentar faturar cerca de R$ 1,5 milhão de quatro empresas de seguros diferentes. Após a defesa do trabalhador tentar reverter a decisão, a Justiça rejeitou o recurso e manteve a condenação do réu, que já começou a cumprir a pena de dois anos de prisão.

O plano criminoso começou a ser colocado em prática em meados de 2019, quando o servidor, identificado como Vanderley dos Santos e morador da cidade de Amélia Rodrigues, contratou quatro apólices de seguro de vida e de acidentes pessoais com coberturas financeiras altíssimas em um intervalo de poucas semanas. Pouco tempo depois de assinar os contratos, o funcionário público procurou uma delegacia para registrar um boletim de ocorrência, alegando que havia sido abordado por assaltantes em uma estrada de terra na cidade vizinha de São Gonçalo dos Campos e que os criminosos teriam cortado o seu pé.

A história, no entanto, começou a desmoronar quando as equipes de auditoria das próprias seguradoras estranharam a coincidência de o homem ter contratado seguros com valores tão altos e, quase imediatamente depois, acionar as empresas para exigir o pagamento das indenizações por invalidez. Diante das suspeitas, a Polícia Civil baiana abriu uma investigação minuciosa e solicitou exames periciais no membro amputado. Os laudos médicos e os peritos criminais concluíram que os ferimentos no corpo do homem não tinham nenhuma semelhança com cortes causados por um ataque violento na rua, indicando que a mutilação foi feita de forma cirúrgica e com o auxílio de alguém que possuía conhecimento técnico na área médica.

Com o avanço do caso e a união de relatórios comerciais, depoimentos e provas médicas, a Justiça deu ganho de causa às seguradoras e considerou que o servidor agiu de maneira totalmente premeditada para conseguir dinheiro de forma ilegal. A sentença inicial de prisão foi confirmada pelo Tribunal de Justiça da Bahia, que considerou os laudos técnicos indiscutíveis e decretou o início imediato do cumprimento da pena do golpista, encerrando as tentativas da defesa de tentar inocentá-lo.

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