

Hoje vivemos uma transformação cultural profunda na forma como enxergamos nossos animais de estimação. Os pets deixaram de ser meros “bens” para se tornarem verdadeiros membros da família, companheiros de rotina, afeto e cuidado. Não é por acaso que o Brasil tem uma das maiores populações de animais de estimação do mundo, com estimativas entre 150 e 160 milhões de pets vivendo nos lares brasileiros (incluindo cães, gatos, aves e outros) colocando o país entre os três maiores mercados pet globalmente.

Esse laço afetivo, que ultrapassa barreiras sociais e idades, se reflete também economicamente. A indústria pet no Brasil é um setor robusto que fatura dezenas de bilhões de reais por ano, movimentando toda a cadeia econômica, desde alimentação e produtos até serviços veterinários e bem-estar animal. Segundo estimativas recentes, o mercado pet brasileiro atingiu um faturamento de mais de R$ 77 bilhões em 2024, sendo a alimentação animal responsável pela maior parte desse valor.
Esses números mostram que, além de afetivo, o universo dos pets tem importância social e econômica relevante. Diante disso, é natural e justo que as leis avancem para reconhecer direitos que expressem esse novo papel dos animais na vida das famílias. Uma dessas demandas é a possibilidade de sepultar o animal de estimação junto de seu tutor em cemitérios tradicionais, o que representa não apenas um ato de respeito, mas também o reconhecimento legal do vínculo afetivo existente.
Nesse sentido, sou veementemente favorável à regulamentação dessa prática. Permitir que cães, gatos e outros pets descansem ao lado daqueles que amaram e cuidaram por tanto tempo é uma forma digna de reconhecer o amor e a responsabilidade que marcam essa relação. Essa regulamentação daria segurança jurídica aos cemitérios e às famílias, estabelecendo critérios sanitários, operacionais e administrativos que garantam a organização responsável dessa medida.
Em nosso município de Fernandópolis, esse é um passo necessário. Com a aprovação da lei estadual que autoriza o enterro de pets junto aos seus tutores ( já sancionada no estado de São Paulo) cabe agora ao prefeito João Paulo Cantarella elaborar uma lei municipal específica e enviá-la à Câmara Municipal para aprovação. Essa lei municipal será essencial para que, de fato, possamos viabilizar aqui em Fernandópolis o sepultamento de nossos animais de estimação junto às suas famílias, com respeito, dignidade e regulamentação clara.
É uma medida que combina humanidade, evolução social e solidariedade às famílias que, como eu e muitos outros, consideram seus pets parte inseparável de suas vidas.









