

Após uma temporada empolgante em que a torcida sonhou de perto com o acesso à elite do futebol estadual, o futuro do Clube Atlético Votuporanguense (CAV) entrou em um período de forte incerteza. Os atuais gestores da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) que administra o clube admitiram publicamente que podem encerrar sua participação no projeto ao término desta temporada, caso não encontrem novos parceiros financeiros ou compradores interessados em assumir o controle da operação.

Helton Borges, um dos proprietários da SAF, confirmou que o clube está oficialmente em busca de novos parceiros e que a venda total da estrutura não está descartada. Segundo o dirigente, manter uma equipe profissional se tornou uma tarefa excessivamente cara. Ele explicou que, embora o grupo invista no Votuporanguense há 12 anos, nos últimos três anos a responsabilidade financeira ficou concentrada apenas nele e no sócio Roberto, gerando um desgaste financeiro pesado que inviabiliza a continuidade do trabalho sem um suporte extra.
A diretoria ainda mantém o otimismo de que o empresariado local se mobilize para salvar o futebol profissional em Votuporanga. Existe uma expectativa de que lideranças da própria cidade formem uma frente de apoio para reverter a decisão de saída dos atuais donos, aproveitando o momento em que a comunidade se mostra bastante engajada com o time. Helton ressaltou que a visibilidade e o equilíbrio financeiro teriam sido muito diferentes se o CAV tivesse conquistado o acesso para a Série A1, pois a divisão principal conta com cotas de TV e patrocínios muito mais robustos da Federação Paulista de Futebol.


Embora o Votuporanguense tenha sua vaga esportiva assegurada na Série A2 do Campeonato Paulista de 2027, a participação efetiva no torneio agora depende diretamente dos bastidores. Para que o planejamento saia do papel e o projeto continue ativo na cidade, a atual gestão corre contra o tempo em busca de novos aportes financeiros ou de uma transição definitiva para novos donos.







