

A Polícia Militar prendeu seis pessoas em flagrante pelo envolvimento na morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo. De acordo com um comunicado oficial emitido pela prefeitura do município, a vítima foi lançada de uma altura de cerca de 40 metros sem que a corda de segurança estivesse amarrada ao seu corpo. Imagens do momento exato do arremesso foram gravadas e passaram a circular intensamente nas redes sociais, gerando grande repercussão e indignação pública.
No registro audiovisual, os instrutores responsáveis pela atividade aparecem vestindo camisetas com as marcas de duas empresas do segmento de esportes radicais: Entre Cordas e Ih Voei. Em consultas aos perfis digitais dessas organizações, constatou-se que os operadores costumavam divulgar rotineiramente a realização de diversos saltos no local, incluindo atividades envolvendo crianças. Até o momento da publicação desta reportagem, nenhuma das duas empresas respondeu às tentativas de contato para se posicionar sobre a falha no procedimento.
O trágico acidente também reacendeu um antigo embate político e jurídico na região. A Prefeitura de Limeira declarou publicamente que a responsabilidade pela fiscalização, conservação e restrição de acesso à Ponte do Esqueleto pertence de forma exclusiva ao governo federal. Diante do ocorrido, a gestão municipal anunciou a decisão de processar a União por omissão. A estrutura em questão está desativada para o tráfego há mais de três décadas e acumula um histórico perigoso, incluindo a morte de uma ciclista após uma queda e outro acidente que deixou duas mulheres gravemente feridas.










