


O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves, afirmou neste domingo (3) que, em seus 45 anos de atuação na polícia, nunca presenciou algo tão chocante quanto o estupro coletivo de duas crianças ocorrido na Zona Leste da capital. Os agressores filmaram os abusos e divulgaram as imagens em redes sociais, expondo cenas que o secretário descreveu como inesquecíveis e difíceis de assistir até o fim. Até o momento, três adolescentes foram apreendidos e um adulto foi preso na Bahia, restando apenas um jovem envolvido que continua foragido. A polícia mantém negociações com a família desse último suspeito para que ele se entregue às autoridades.

A investigação, conduzida pela delegada Janaína da Silva Dziadowczyk, revelou que o crime aconteceu no dia 21 de abril, na comunidade União de Vila Nova, mas demorou a ser registrado porque as famílias das vítimas sofreram forte pressão da comunidade para não acionarem a polícia. O caso só chegou ao conhecimento da delegacia após a irmã de uma das vítimas receber os vídeos pela internet e decidir denunciar o ocorrido. Segundo a polícia, os criminosos eram conhecidos das crianças e aproveitaram essa proximidade para cometer as violências.
Os vídeos divulgados mostram o sofrimento das crianças, que aparecem chorando e pedindo para que os abusadores parassem, enquanto o grupo ria e continuava com as agressões. Diante da gravidade da situação, a Prefeitura de São Paulo e o Governo do Estado mobilizaram serviços de assistência social e saúde para acolher as vítimas. Uma das crianças foi encaminhada para um abrigo junto com seus irmãos, após o Conselho Tutelar identificar que a mãe, dependente química, não tinha condições de oferecer os cuidados necessários no momento.







As autoridades reforçaram que o crime de estupro de vulnerável e a divulgação das imagens não podem ser tratados com normalidade ou omissão. O subprefeito de São Miguel Paulista, Divaldo Rosa, e o prefeito Ricardo Nunes lamentaram o episódio e destacaram que os abusadores costumam contar com o silêncio das vítimas para impunidade. A recomendação oficial é que qualquer suspeita de abuso contra menores seja denunciada anonimamente pelo canal Disque 100, garantindo a proteção e o salvamento de vidas.























