quarta, 14 de outubro de 2026

Saúde mental após perda gestacional requer atenção de profissionais

A interrupção involuntária da gravidez até a 20ª semana atinge entre 15% e 20% das gestações no Brasil e demanda atenção especializada para além do acompanhamento físico. Aproveitando as ações do Setembro Amarelo, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) reforça a necessidade de combater o estigma e a negligência em relação ao sofrimento emocional de mulheres que passam por perdas gestacionais precoces.

Especialistas explicam que sentimentos como tristeza profunda, culpa e ansiedade são reações esperadas após o trauma, acentuados também pela queda hormonal abrupta que ocorre logo após o encerramento da gestação. No entanto, quando os sintomas persistem por mais de um mês e geram incapacidade para realizar atividades cotidianas, o quadro pode evoluir para luto patológico ou depressão pós-parto, exigindo intervenção médica e acompanhamento psicológico.

Diante do isolamento e das abordagens inadequadas por parte da sociedade e da rede de apoio tradicional, muitas mulheres encontram suporte em comunidades virtuais e grupos de escuta. Profissionais de saúde ressaltam que o fortalecimento do atendimento humanizado nos serviços públicos e privados é fundamental para identificar precocemente os sinais de sofrimento psíquico. Pessoas que necessitem de suporte emocional podem buscar atendimento gratuito nas Unidades Básicas de Saúde, nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) ou pelo telefone 188 do Centro de Valorização da Vida (CVV).

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