quarta, 8 de abril de 2026

Saúde em Alerta: Ministério publica nota sobre metanol e Fernandópolis mobiliza a rede

Após o aumento de casos suspeitos de intoxicação por metanol em São Paulo, o Ministério da Saúde emitiu uma nota técnica para orientar profissionais e pacientes sobre a detecção e tratamento da substância. Em resposta, a Secretaria Municipal de Saúde de Fernandópolis distribuiu o documento para toda a rede local.

O objetivo da Secretaria, segundo o secretário José Martins, é socializar as informações sobre a contaminação e os procedimentos corretos que devem ser adotados. A nota do Ministério torna compulsória a notificação de casos suspeitos.

Sintomas e Gravidade

O Ministério da Saúde classifica a situação como um Evento de Saúde Pública, reforçando a necessidade de ampliar a vigilância em todo o país para detecção precoce.

De acordo com o documento, a intoxicação por metanol apresenta sinais clínicos graves, que geralmente surgem entre 12 e 24 horas após a ingestão de bebida alcoólica. Os sintomas incluem:

  • Alterações visuais persistentes (visão borrada, ‘campo nevado’), que podem evoluir para cegueira irreversível.
  • Rebaixamento de consciência, convulsões e coma.
  • Náuseas, vômitos, dor abdominal e pancreatite aguda.

Reforço no Tratamento e Investigações

Para garantir o tratamento adequado, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo disponibilizou nesta sexta-feira (3) 2 mil novas ampolas de álcool etílico absoluto, usado como tratamento para a intoxicação. O Estado mantém uma reserva estratégica para atender a demanda.

Até o momento, apenas uma morte por metanol está confirmada em São Paulo, mas sete outros óbitos seguem em investigação no país (cinco em São Paulo e dois em Pernambuco).

Em Araçatuba, a prefeitura confirmou um caso suspeito de uma jovem de 18 anos, internada em coma após consumir um Gin que teria sido adquirido em um depósito de bebidas.

O Governo de São Paulo mantém um gabinete de crise mobilizado. Como resultado das fiscalizações, nove estabelecimentos (bares, adegas e distribuidoras) foram interditados até quinta-feira (2) sob suspeita de comercialização de produtos adulterados.

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