quarta, 14 de outubro de 2026

Saúde de SP faz alerta sobre animais peçonhentos e orienta população sobre prevenção e soroterapia

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo emitiu um alerta para orientar a população sobre os riscos e os cuidados necessários em acidentes com animais peçonhentos. Aranhas, escorpiões e serpentes lideram as buscas por socorro médico no estado. Diante de qualquer picada, a recomendação é procurar atendimento imediato, mesmo quando o animal não for identificado pela vítima. Para garantir o socorro rápido, o governo paulista conta com 242 Pontos Estratégicos de Soro Antiveneno distribuídos em unidades de saúde de diversas regiões.

Entre as aranhas de importância médica no Brasil, os gêneros armadeira e aranha-marrom respondem pela maior parte dos incidentes. A armadeira costuma ser encontrada em armários, lençóis e bananeiras, apresentando postura agressiva ao levantar as patas dianteiras. Já a aranha-marrom pica apenas ao ser comprimida e tem uma picada silenciosa, cujos sintomas avançam ao longo das horas com dores intensas, vermelhidão e risco de necrose local. Caso ocorra o acidente, os especialistas orientam que a vítima busque o serviço de saúde, levando, se possível, uma foto nítida do aracnídeo para agilizar o diagnóstico.

A proliferação de escorpiões nas cidades também acende o sinal de alerta, favorecida pela busca por abrigo em ralos, caixas de fiação e tubulações. Espécies como o escorpião-amarelo e o escorpião-marrom oferecem riscos severos, principalmente para crianças e idosos. A orientação oficial é para que a população evite a captura direta com as mãos e nunca utilize inseticidas convencionais. Em caso de encontro com o animal, os moradores devem acionar o setor de controle de zoonoses da prefeitura local ou realizar a coleta segura apenas com o uso de potes plásticos profundos, ferramentas de haste longa e equipamentos de proteção adequados.

Períodos chuvosos e alagamentos também aumentam o surgimento de serpentes como jararacas, cascavéis, corais-verdadeiras e surucucus em áreas urbanas ou rurais. Ao se deparar com uma cobra, a pessoa não deve tentar manuseá-la, devendo acionar a Polícia Ambiental, o Corpo de Bombeiros ou a Defesa Civil. Se houver picada de qualquer animal peçonhento, o local afetado deve ser lavado apenas com água e sabão, mantendo a vítima em repouso e com o membro elevado até a chegada ao hospital. As autoridades reforçam que métodos caseiros — como fazer torniquetes, cortes ou aplicar substâncias no ferimento — são prejudiciais e aumentam o risco de infecções graves ou amputações.

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