sábado, 11 de julho de 2026

Saúde afasta suspeita de Ebola em paciente internada na capital paulista após exames darem negativo

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo descartou oficialmente o segundo caso suspeito de infecção pelo vírus Ebola notificado em território paulista neste ano. A confirmação veio após análises minuciosas feitas em duas amostras de sangue diferentes coletadas da paciente, uma brasileira de 31 anos que havia retornado recentemente de uma viagem à República Democrática do Congo, país que enfrenta focos de transmissão ativa da doença.

A mulher deu entrada inicialmente em um hospital privado da capital paulista na última quarta-feira, apresentando febre e diarreia, e foi transferida logo em seguida para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência em doenças contagiosas. Ela continua hospitalizada na unidade, mas apresenta uma evolução clínica bastante positiva e está sendo tratada para um quadro de infecção intestinal comum, conhecida como gastroenterocolite aguda.

Para garantir a segurança do diagnóstico, o Instituto Adolfo Lutz utilizou técnicas modernas de biologia molecular que buscam o material genético do vírus. Como a primeira coleta de sangue foi feita muito perto do início dos sintomas, os médicos seguiram as regras da Organização Mundial da Saúde e realizaram uma segunda retirada de amostra após 72 horas do começo do mal-estar. Segundo a diretora-geral do instituto, Adriana Bugno, esse procedimento duplo é obrigatório porque um exame feito logo no primeiro dia de sintomas pode dar um falso negativo. Como ambos os testes deram negativo para o vírus, o caso foi encerrado.

O governo estadual ressalta que o monitoramento é rigoroso e que este é o segundo alerta descartado apenas neste mês; no dia 1º de junho, um homem de 37 anos com histórico de viagem semelhante também teve a suspeita da doença descartada após exames. Técnicos da vigilância epidemiológica explicam que investigar esses casos com agilidade é fundamental para isolar o paciente e proteger os profissionais de saúde, mesmo sabendo que a chance de o vírus entrar e se espalhar pelo Brasil é considerada baixíssima pelas autoridades internacionais.

Diferente de vírus como o da gripe ou da covid-19, o Ebola não se espalha pelo ar. O contágio só acontece quando a pessoa já apresenta sintomas e há um contato direto com o sangue, secreções ou fluidos corporais do doente. Diante do cenário, a Secretaria da Saúde organizou treinamentos pela internet na última semana para capacitar mais de mil profissionais da rede pública e privada sobre protocolos de biossegurança, garantindo que os hospitais permaneçam preparados para qualquer tipo de emergência sanitária.

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