

A Santa Casa de Fernandópolis promoveu, na última semana, uma importante etapa de atualização para sua equipe de enfermagem focada na proteção dos recém-nascidos. O treinamento abordou o uso do Nirsevimabe, um anticorpo que passou a integrar recentemente o Programa Nacional de Imunizações do SUS. O objetivo central foi preparar os profissionais para a aplicação correta dessa medicação, que atua na prevenção de doenças respiratórias graves em bebês prematuros e crianças vulneráveis ainda durante o período de internação.

A substância é uma ferramenta essencial no combate ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR), apontado pelo Ministério da Saúde como o causador de cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% das pneumonias em crianças de até dois anos. Por ser um dos principais motivos de internações infantis, a introdução deste anticorpo no sistema público representa um escudo preventivo direto, especialmente para bebês nascidos com menos de 37 semanas de gestação, que agora podem receber a proteção logo nos primeiros dias de vida.
Durante o encontro, ministrado pela enfermeira Kelgissane Bruzzão Franco da Silva, responsável pela área de vacinação no município, foram alinhados os protocolos técnicos para a administração da dose única. A diretora assistencial da Santa Casa, Gabriela Duran, reforçou que a iniciativa coloca o hospital em sintonia com as mais modernas diretrizes de saúde. Segundo ela, estar pronto para oferecer esse recurso ainda no berçário garante que os bebês mais frágeis tenham uma defesa robusta contra complicações respiratórias antes mesmo de irem para casa.
Além dos recém-nascidos prematuros, a estratégia do SUS contempla crianças de até dois anos que possuam condições de saúde que aumentem o risco de complicações. Como referência para 13 municípios da região, a Santa Casa de Fernandópolis consolida, com essa capacitação, seu papel na implementação de políticas públicas avançadas. A medida busca reduzir drasticamente as taxas de hospitalização infantil durante os períodos de maior circulação de vírus respiratórios, garantindo um começo de vida mais seguro e saudável para os pequenos pacientes.









