


Práticas populares como fazer torniquete, cortar o local atingido, tentar sugar o veneno ou aplicar substâncias caseiras na ferida continuam sendo erros frequentes em situações de emergência com serpentes. Segundo orientações do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), essas condutas devem ser totalmente descartadas, pois agravam os danos aos tecidos e dificultam a recuperação da vítima.

A medida prioritária diante de um acidente com cobra é encaminhar a pessoa atingida o mais rápido possível para a unidade de saúde mais próxima para avaliação médica e administração do soro antiveneno adequado. Enquanto o socorro profissional é providenciado, a orientação é lavar a região afetada apenas com água e sabão, manter a vítima em repouso absoluto sem realizar esforços e remover anéis, pulseiras, calçados ou qualquer objeto que possa garrotear o membro com o inchaço. Se for viável e seguro, uma foto do animal pode ajudar a equipe médica na identificação da espécie.
Levantamentos do Núcleo de Informação Estratégica em Saúde (Nies) indicam que o estado de São Paulo registrou 1.415 acidentes com serpentes e cinco mortes ao longo de 2026. Mais de um terço dessas ocorrências envolveu cobras do gênero jararaca e similares, comuns em áreas agrícolas, margens de rios e zonas periurbanas. Os sintomas mais frequentes dessas picadas incluem dor intensa, inchaço local, manchas arroxeadas e sangramentos. Para agilizar o atendimento, a Secretaria da Saúde disponibiliza em seu site oficial a consulta aos Pontos Estratégicos de Soro Antiveneno, permitindo localizar rapidamente as unidades hospitalares que possuem os imunobiológicos disponíveis.









