

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Comgás confirmaram que realizavam uma obra conjunta no momento em que uma tubulação de gás foi atingida, provocando uma explosão devastadora na tarde da última segunda-feira. O acidente ocorreu na comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, na Zona Oeste da capital paulista, e resultou na morte de um homem de 45 anos. Outras três pessoas ficaram feridas, incluindo duas em estado grave. Segundo balanço da Defesa Civil, o impacto foi tão forte que destruiu dez imóveis e forçou a interdição de outras 46 residências, afetando diretamente cerca de 160 moradores da região.

Como primeira medida de socorro, as concessionárias anunciaram o pagamento de um auxílio emergencial de R$ 2 mil para cada família cadastrada. Além do suporte financeiro imediato, as empresas estão custeando a hospedagem em hotéis para todos os moradores que tiveram suas casas interditadas, garantindo também assistência médica e psicológica. O diretor da Comgás, Bruno Dalcolmo, assegurou que o acolhimento será mantido pelo tempo que for necessário, até que a área seja liberada com segurança para o retorno das famílias.
A partir desta terça-feira, a Sabesp dará início a uma vistoria técnica para levantar todos os prejuízos materiais causados pela explosão. A companhia prometeu que fará o pagamento integral de tudo o que foi perdido, desde bens móveis até os danos estruturais nas moradias. Paralelamente, o governador Tarcísio de Freitas convocou uma reunião de emergência para cobrar agilidade na assistência às vítimas e rigor na apuração das causas da tragédia, que será periciada pelo Instituto de Criminalística com apoio do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).
A agência reguladora do estado, Arsesp, também enviou técnicos ao local para fiscalizar a conduta das empresas envolvidas e analisar documentos operacionais da obra. Caso fiquem comprovadas falhas ou desrespeito às normas de segurança, as companhias poderão sofrer sanções severas. Enquanto as buscas por novas vítimas foram encerradas pelo Corpo de Bombeiros, que descartou o risco de novas explosões, o clima no bairro ainda é de luto e espera por justiça e reconstrução.







