

A seleção da Argentina está pronta para iniciar a sua caminhada na Copa do Mundo de 2026 com o grande objetivo de manter a coroa de campeã do planeta. Sob o comando do craque Lionel Messi, os atuais defensores do título começam a sua jornada no Grupo J, uma chave considerada tranquila onde enfrentarão as seleções da Argélia, da Jordânia e da Áustria. O torneio histórico, que terá os Estados Unidos, o México e o Canadá como sedes compartilhadas, começa nesta semana e se estenderá até o dia 19 de julho.

Depois de emocionar o mundo com a conquista da taça no Catar, em 2022, a equipe dirigida pelo técnico Lionel Scaloni manteve o alto nível nos últimos anos. Os argentinos chegam embalados pelos títulos das Eliminatórias Sul-Americana e da Copa América, dividindo o favoritismo da competição com potências europeias como a França e a Espanha. Agora aos 38 anos, Messi continua sendo a mente genial do time, mas a engrenagem argentina aposta na força de jovens talentos para dar suporte ao camisa 10. No meio-campo, a criatividade fica por conta de Enzo Fernández, do Chelsea, e Alexis Mac Allister, do Liverpool. A solidez defensiva é garantida pelo provocador e seguro goleiro Emiliano Martínez, do Aston Villa, enquanto o ataque conta com o dinamismo de Julián Álvarez, atualmente no Atlético de Madrid.
Como principal ameaça ao favoritismo argentino na chave surge a Argélia. Em sua quinta participação em Mundiais, a equipe africana tenta repetir ou superar o seu melhor desempenho na história, que foi alcançar as oitavas de final na Copa de 2014, no Brasil. O treinador Vladimir Petkovic tem à disposição um elenco com nomes curiosos e experientes, a começar pelo goleiro Luca Zidane, filho da lenda francesa Zinédine Zidane. A liderança técnica dentro de campo e a capacidade de decidir jogos de forma individual estão nos pés do veterano Riyad Mahrez, destaque do Al-Ahli da Arábia Saudita, e do lateral Rayan Aït-Nouri, peça importante do Manchester City.
Correndo por fora na disputa por uma vaga na próxima fase está a seleção da Áustria, que quebra um longo jejum de 28 anos sem conseguir disputar uma Copa do Mundo. A grande arma dos austríacos é o estilo de jogo agressivo imposto pelo técnico alemão Ralf Rangnick, que prioriza uma marcação sufocante na defesa adversária e contra-ataques muito velozes. Para fazer essa tática funcionar, o time se apoia no talento de jogadores que atuam no topo do futebol europeu, como os meio-campistas Konrad Laimer, do Bayern de Munique, e Marcel Sabitzer, do Borussia Dortmund, além do experiente defensor David Alaba, estrela do Real Madrid.
Por fim, a Jordânia entra na competição assumindo o papel de azarão absoluto do grupo. Esta será a primeira vez na história que a seleção asiática disputará a Copa do Mundo masculina. Sem contar com grandes astros ou atletas conhecidos no futebol internacional, o técnico marroquino Jamal Sellami aposta as fichas da equipe na forte disciplina tática e no espírito de união do elenco, tentando surpreender os rivais mais tradicionais e fazer um papel digno em sua estreia nos gramados do Mundial.







