terça, 7 de abril de 2026

Ronaldo Caiado é anunciado como pré-candidato do PSD à Presidência com promessa de anistia a Bolsonaro

O cenário sucessório para o Palácio do Planalto ganhou uma definição importante nesta segunda-feira (30), com a oficialização do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como o pré-candidato do PSD à Presidência da República. O anúncio, realizado na sede nacional do partido em São Paulo, consolida o nome de Caiado após semanas de articulações internas e a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, que era apontado como um dos favoritos da legenda. Em seu discurso de lançamento, o governador goiano adotou um tom firme, prometendo que seu primeiro ato de governo seria a concessão de uma anistia ampla para os condenados pelos atos de 8 de janeiro e para o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Caiado baseou sua fala na experiência administrativa e na segurança pública, áreas que considera pilares de sua gestão em Goiás. Ao projetar o enfrentamento político, o governador afirmou que a maior dificuldade da direita não é vencer o PT nas urnas, mas sim realizar um governo eficiente o suficiente para que a oposição não volte a ser uma opção para o eleitorado. A trajetória política de Caiado, que soma décadas de atuação no Legislativo e no Executivo, somada à sua forte ligação com o agronegócio, foram fatores decisivos para que a cúpula do PSD, liderada por Gilberto Kassab, aceitasse sua indicação.

A escolha de Caiado ocorre após um período de reorganização interna no PSD. Inicialmente, o partido avaliava outros nomes, como o do governador gaúcho Eduardo Leite, visto por uma ala da legenda como uma alternativa de centro capaz de romper a polarização. No entanto, a filiação de Caiado ao partido em março e a decisão de Ratinho Júnior de focar na sucessão estadual no Paraná abriram caminho para a consolidação do goiano. Interlocutores afirmam que o partido dificilmente conseguiria conter o ímpeto de Caiado, que deixou claro não ter interesse em disputar o Senado, focando exclusivamente na corrida presidencial.

Embora o nome já esteja definido pela cúpula, a candidatura ainda precisa passar pelo rito oficial da convenção partidária, prevista para o meio do ano. Até lá, o PSD deve intensificar as negociações para a formação da chapa. No momento, a tendência é que o partido dispute com uma chapa pura, embora existam acenos para possíveis alianças. Entre os nomes citados para uma eventual composição está o do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, embora este mantenha, por enquanto, sua própria pré-candidatura e negue a intenção de ocupar o posto de vice.

Notícias relacionadas