segunda, 31 de agosto de 2026

Rio Preto registra um dos primeiros casos de Febre do Nilo Ocidental em humanos no estado de SP

Uma jovem de 18 anos, moradora de São José do Rio Preto, está internada sob cuidados médicos após ser diagnosticada com a Febre do Nilo Ocidental. O caso é um dos dois primeiros registros da doença em seres humanos na história do estado de São Paulo, confirmados nesta segunda-feira (24) pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo por meio de exames laboratoriais do Instituto Adolfo Lutz. O outro registro no estado envolve uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto com histórico de viagem à região amazônica, que já se recuperou totalmente.

As equipes de vigilância epidemiológica municipal e estadual estão investigando os casos para determinar os locais exatos onde ocorreram as infecções. A Febre do Nilo Ocidental é causada por um vírus transmitido pela picada de mosquitos comuns, como o pernilongo e a muriçoca (gênero Culex), que se infectam ao picar aves portadoras do vírus. A maioria das pessoas contaminadas não apresenta sintomas ou desenvolve apenas quadros leves, como febre, dor de cabeça, dores musculares e manchas na pele. No entanto, em situações de maior gravidade, a infecção pode afetar o sistema nervoso e causar complicações sérias, como meningite e encefalite.

Por não existir uma vacina ou medicamento antiviral específico para a Febre do Nilo Ocidental, os cuidados médicos são focados no alívio dos sintomas e no suporte ao paciente. Diante do inédito cenário epidemiológico no estado, as autoridades reforçam a importância de intensificar as medidas preventivas contra a proliferação e a picada de mosquitos. A população deve utilizar repelentes, priorizar roupas que protejam a pele e instalar telas em portas e janelas, além de evitar o acúmulo de água limpa ou parada, especialmente durante o entardecer e o amanhecer, período de maior atividade do transmissor.

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