

O setor agrícola de São Paulo está em alerta após a confirmação da presença da praga quarentenária conhecida como caruru-palmeri, ou caruru-gigante, na região de São José do Rio Preto. Esta é a primeira vez que a planta invasora, cujo nome científico é Amaranthus palmeri, é oficialmente registrada em território paulista. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a espécie já havia sido identificada anteriormente em outros estados produtores, como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mas sua chegada ao noroeste paulista preocupa autoridades e produtores devido ao seu alto poder de destruição nas lavouras.

Como medida de segurança para evitar a propagação da praga, a propriedade rural onde a planta foi detectada foi imediatamente interditada pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária de São Paulo. A restrição é rigorosa e proíbe a saída de qualquer material que possa carregar sementes da espécie, incluindo vegetais, resíduos de limpeza, fragmentos de solo e restos de culturas, como grãos. No talhão específico onde a invasora foi encontrada, a colheita da soja só poderá ser realizada após a eliminação completa de todos os exemplares da praga, garantindo que o maquinário não leve sementes para outras áreas.
O caruru-palmeri é considerado um dos maiores desafios para a agricultura moderna por causa de sua biologia resistente. A planta é capaz de se adaptar facilmente a diferentes tipos de solo e apresenta resistência a diversos tipos de herbicidas, o que torna o seu controle extremamente complexo e caro. Além de crescer de forma agressiva, ela compete diretamente por nutrientes e luz com as plantações, o que pode resultar em perdas drásticas na produtividade da área afetada se não for combatida rapidamente.
Desde que foi detectada pela primeira vez no Brasil, em 2015, a disseminação da praga tem ocorrido principalmente por meio do trânsito de maquinários agrícolas e implementos que não passam por limpeza adequada, além de misturas acidentais com sementes de outras culturas. As autoridades reforçam que a vigilância constante é essencial, e orientam os produtores da região de Rio Preto a inspecionarem suas áreas e higienizarem equipamentos que venham de outros estados, buscando conter o avanço desse inimigo silencioso que ameaça a rentabilidade do campo em 2026.









