

A Secretaria de Saúde de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, deu início a uma campanha de vacinação contra o vírus da chikungunya, doença transmitida pelo mesmo mosquito responsável por espalhar a dengue e o zika, o Aedes aegypti. A cidade recebeu um lote com 1.100 doses do imunizante que foi desenvolvido pelo Instituto Butantan. A vacina é aplicada em dose única e tem como público-alvo moradores com idade entre 18 e 59 anos. Como o lote atual tem um prazo de validade curto, vencendo no próximo dia 30, as autoridades organizaram a distribuição rápida das doses, que já estão disponíveis para a população em todas as Unidades Básicas de Saúde da cidade e também no Centro de Atendimento Pediátrico da Região Norte.

Apesar de a campanha estar aberta para o público geral dessa faixa etária, existem regras rígidas sobre quem não pode receber o imunizante no momento. A Secretaria de Saúde adverte que a vacina é contraindicada para gestantes, mulheres que estejam amamentando e pessoas que tenham alergia a algum dos componentes do produto. O grupo dos imunossuprimidos, que inclui pacientes com câncer, transplantados, portadores de HIV ou pessoas que tomam remédios que baixam a imunidade, também não deve tomar a dose. Além disso, a vacinação precisa ser temporariamente adiada caso o morador esteja com alguma doença febril aguda ou tenha se curado recentemente da própria chikungunya, situação em que é necessário esperar um mês após o fim dos sintomas. Quem tomou vacinas recentes contra gripe ou Covid-19 deve aguardar duas semanas, enquanto o prazo de espera sobe para 30 dias para quem tomou vacinas de vírus atenuados, como as da febre amarela ou da dengue.
A chikungunya provoca sintomas desconfortáveis, caracterizados por uma febre alta que surge de forma repentina, acompanhada por dores intensas nas articulações, principalmente nos pés, mãos, pulsos e tornozelos. Essa fase mais crítica costuma durar duas semanas, mas muitos pacientes continuam sofrendo com as dores nas articulações por até três meses. Em São José do Rio Preto, os dados epidemiológicos apontam que 11 casos da doença já foram confirmados e outros 33 seguem em investigação. Por conta desses indicadores, a cidade foi selecionada para o recebimento pioneiro das doses, integrando um projeto do Instituto Butantan que já atendeu os municípios vizinhos de Mirassol e Bady Bassitt. A aplicação nessas áreas onde o vírus circula serve como uma etapa fundamental para que os cientistas monitorem os resultados práticos e comprovem a eficácia da vacina na proteção da comunidade.







