


A semana de Natal em São José do Rio Preto foi marcada por um calor intenso que superou as expectativas para esta época do ano. Segundo dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a cidade registrou temperaturas máximas até 3,7 °C acima da média histórica para o mês de dezembro. Esse fenômeno coloca Rio Preto em uma posição de destaque no cenário estadual, sendo atualmente considerada a cidade mais quente de São Paulo entre os municípios com mais de 500 mil habitantes.

Um levantamento realizado nos últimos 16 anos mostra que o padrão normal para dezembro é de 31 °C. No entanto, entre os dias 22 e 25 deste mês, os termômetros marcaram uma média de 35,6 °C. Embora existam diferentes critérios técnicos para definir uma onda de calor, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) considera que essa elevação significativa em relação à média mensal já caracteriza o fenômeno. Assim, a cidade vive tecnicamente um período de calor extremo que tem alterado a rotina dos moradores.
A explicação para esse clima escaldante está na presença de um sistema de alta pressão atmosférica que atua sobre as regiões Sudeste e Centro-Oeste. Esse sistema funciona como uma espécie de bloqueio, impedindo que frentes frias avancem e reduzindo a formação de nuvens que poderiam trazer chuva e alívio térmico. Além disso, ocorre um processo chamado subsidência, onde o ar das camadas mais altas desce e se aquece ao ser comprimido, criando uma “cúpula de calor” que mantém as altas temperaturas presas sobre a região.

















A expectativa para os próximos dias é de que esse cenário comece a mudar gradualmente. Meteorologistas preveem que a chegada de uma massa de ar frio deve quebrar o bloqueio atmosférico, favorecendo pancadas de chuva mais fortes e frequentes. Com isso, a tendência é que as temperaturas voltem a patamares mais amenos, aproximando-se novamente dos 31 °C habituais para o fim do ano, trazendo um alívio necessário para a população rio-pretense.


























