quarta, 15 de julho de 2026

Reunião que poderia aumentar mistura de etanol na gasolina é adiada pelo governo

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu adiar a reunião que estava marcada para esta quarta-feira, dia 8, na qual poderia ser definido o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que passaria dos atuais 30% para 32%. O Ministério de Minas e Energia informou que ainda não há uma nova data prevista para que o encontro aconteça. Segundo a avaliação do governo federal, a mudança tem o potencial de tornar o Brasil autossuficiente em gasolina, o que ajudaria a proteger o mercado nacional contra as altas de preço e a instabilidade no fornecimento de petróleo no cenário internacional, afetado principalmente pelos conflitos armados no Oriente Médio.

Apesar das intenções do governo, o setor automotivo demonstrou preocupação e pediu mais cautela antes da validação da medida. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a Associação Brasileira Das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) e o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) enviaram um documento conjunto ao Ministério de Minas e Energia solicitando o adiamento da proposta. As entidades defendem que novos testes laboratoriais sejam realizados para avaliar detalhadamente os impactos reais dessa maior concentração de etanol nos motores.

Especialistas e técnicos do setor alertam que o aumento do biocombustível pode trazer problemas mecânicos para automóveis mais antigos, fabricados há 20 ou 30 anos, além de prejudicar modelos importados que foram originalmente projetados para rodar com percentuais bem menores de etanol. Por esse motivo, a indústria automobilística insiste na realização desses exames complementares como uma forma de garantir a segurança e evitar prejuízos para o consumidor final.

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