terça, 16 de junho de 2026

Resgate de porcos após tombamento de caminhão em Rio Preto termina com 126 animais salvos

Chegou ao fim a complexa operação para resgatar os porcos que ficaram presos ou fugiram após o tombamento de um caminhão em São José do Rio Preto, ocorrido na tarde de segunda-feira, dia 8 de junho de 2026. De acordo com o balanço final divulgado pela concessionária Ecovias Noroeste Paulista, dos cerca de 200 animais que estavam sendo transportados, 126 foram resgatados com vida. Tanto os suínos sobreviventes quanto os que não resistiram ao impacto foram colocados em outro veículo e levados para um frigorífico na cidade vizinha de Nova Granada, que é a empresa proprietária de toda a carga.

O trabalho das equipes de segurança e salvamento foi longo e exaustivo, estendendo-se até o final da noite. O processo de retirada dos animais foi concluído por volta das 22h13, apenas um minuto após os guinchos conseguirem colocar o caminhão acidentado de volta sobre as rodas. Já a alça de acesso que liga a Rodovia Washington Luís à Rodovia Transbrasiliana, onde tudo aconteceu, só foi totalmente limpa e liberada para os motoristas às 23h29. Ao todo, a força-tarefa durou quase dez horas e mobilizou diversos órgãos públicos.

O acidente aconteceu originalmente por volta das 13h40, no quilômetro 436 da Washington Luís, quando o motorista perdeu o controle da direção ao entrar na curva da alça de acesso. Apesar do susto e do cenário impressionante, o condutor do veículo não teve nenhum ferimento e recusou o socorro médico. A batida quebrou a estrutura da carroceria, fazendo com que muitos porcos escapassem pelo asfalto e pelo canteiro central, além de provocar o derramamento do óleo diesel do motor na pista.

Para conter o caos e evitar novos acidentes com quem passava pela região, profissionais do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar Rodoviária, da Defesa Civil e do Departamento de Estradas de Rodagem agiram de forma conjunta. Os socorristas precisaram fazer cortes e aberturas controladas nas chapas de metal da carga para conseguir puxar os porcos vivos um a um. Um detalhe técnico que reforça a imprudência no trânsito foi descoberto logo após a colisão: a vistoria policial no tacógrafo do caminhão apontou que o motorista fazia a curva a cerca de 70 quilômetros por hora, quase o dobro do limite máximo de velocidade permitido para aquele trecho, que é de apenas 40 quilômetros por hora. O caso agora segue sob investigação para apurar as responsabilidades legais.

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