

Uma prática que tem se tornado frequente em ruas movimentadas de Fernandópolis vem tirando o sossego e gerando indignação entre os motoristas locais. Tornou-se comum encontrar pessoas utilizando cadeiras, caixotes, cones e até ficando em pé no meio do asfalto para “guardar” vagas de estacionamento públicas enquanto esperam a chegada de amigos ou parentes. A conduta tem provocado bate-bocas constantes no trânsito e levantado sérios questionamentos sobre o que diz a lei.

Condutores que enfrentam o problema no dia a dia relatam que o comportamento egoísta de alguns aumenta significativamente o estresse nas vias, principalmente nos horários de pico e nas principais áreas comerciais da cidade. Relatos apontam que tentar estacionar virou um desafio que muitas vezes termina em confusão, com pedestres correndo para a frente dos carros para impedir a manobra e alegando de forma abusiva que o espaço público já tem dono.
Especialistas em mobilidade urbana explicam que as vias públicas pertencem a toda a sociedade e, por isso, nenhuma pessoa física ou estabelecimento comercial tem o direito de privatizar ou reservar um pedaço da rua sem uma autorização oficial da prefeitura. O Código de Trânsito Brasileiro é bastante claro e rígido sobre o assunto em seu artigo 246, que proíbe expressamente a colocação de qualquer tipo de obstáculo para uso particular nas ruas. Quem desobedece a essa norma comete uma infração de trânsito considerada grave, estando sujeito a multas e à apreensão imediata dos objetos utilizados para o bloqueio ilegal.










