quarta, 22 de julho de 2026

Remédio vencido não é lixo comum: saiba como o descarte correto protege a saúde e o meio ambiente

O descarte incorreto de medicamentos vencidos ou que sobraram de tratamentos na pia, no vaso sanitário ou no lixo comum representa um risco silencioso, mas severo, para a saúde pública e para a natureza. Para combater esse problema, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e a Organização Mundial da Saúde (OMS) reforçam a orientação de que esses produtos devem ser entregues exclusivamente em postos de coleta específicos, como Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e farmácias que participam dos programas de logística reversa. Essa atitude simples impede a poluição ambiental e reduz as chances de intoxicações acidentais dentro de casa.

Quando jogados no lixo comum ou despejados na rede de esgoto, os princípios ativos das fórmulas não são totalmente eliminados pelas estações convencionais de tratamento de água. Como consequência, essas substâncias químicas persistem no ecossistema e acabam contaminando o solo, os lençóis freáticos e os rios, prejudicando animais e retornando de forma nociva para o consumo humano.

Para realizar a destinação correta, os cidadãos podem levar comprimidos, cápsulas, xaropes, pomadas, cremes e até as cartelas de alumínio aos locais credenciados de recolhimento. A recomendação dos especialistas é manter os medicamentos dentro de seus frascos ou cartelas originais para facilitar a identificação do material, enquanto as caixas de papelão externas e as bulas em papel podem ser descartadas separadamente na coleta seletiva de recicláveis do município. É importante lembrar que itens cortantes, como agulhas e seringas, não entram nessa categoria comum e exigem um fluxo específico de descarte, devendo o morador consultar o posto de saúde local antes de levá-los.

Uma vez entregues nas farmácias e nas unidades de saúde participantes, os resíduos passam por um processo controlado. Eles são armazenados de forma segura e, posteriormente, transportados por empresas especializadas que fazem o tratamento térmico ou a incineração ambientalmente adequada, seguindo as diretrizes da legislação brasileira.

Além de garantir o descarte correto, a população pode adotar práticas preventivas para evitar o acúmulo desnecessário de fármacos em suas residências. A Secretaria de Saúde sugere verificar com frequência a validade dos produtos guardados, mantê-los em locais secos, protegidos da luz e longe das crianças, e usar medicamentos apenas sob recomendação médica. Evitar a interrupção de tratamentos por conta própria e não compartilhar sobras de remédios com familiares e vizinhos são medidas essenciais para combater o desperdício e proteger a saúde coletiva.

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