sábado, 3 de janeiro de 2026

Região registra série de afogamentos, com morte de bebê em piscina

Uma tragédia comoveu a cidade de Presidente Prudente na manhã desta segunda-feira (22), quando uma bebê de apenas 11 meses morreu após cair na piscina de sua residência. O caso ganha um contorno ainda mais triste pelo fato de que a criança completaria seu primeiro ano de vida nesta terça-feira. Este episódio é o quarto registro de morte por afogamento na região oeste do estado em um intervalo de apenas três dias, acendendo um alerta para a segurança em áreas com água durante o período de calor e férias.

De acordo com o relato da mãe registrado no boletim de ocorrência, ela preparava o almoço enquanto os três filhos assistiam à televisão na sala. Ao notar um silêncio incomum, a mulher percebeu que a porta de acesso ao quintal estava aberta. Ao chegar à área externa, encontrou a filha boiando na piscina. A principal suspeita das autoridades é que a bebê tenha engatinhado até o local e caído acidentalmente. Equipes do Corpo de Bombeiros e do SAMU foram acionadas por volta das 11h50 e realizaram manobras de socorro, mas a criança não resistiu após ser levada à Santa Casa da cidade.

O caso da bebê soma-se a uma sequência de incidentes fatais ocorridos desde o último sábado (20). Em Dracena, dois irmãos de quatro anos também perderam a vida em uma piscina de chácara, enquanto em Presidente Epitácio, um jovem de 21 anos morreu na prainha da cidade. A região de São José do Rio Preto também registrou uma ocorrência semelhante no domingo (21), na prainha de Barbosa, onde um homem de 46 anos desapareceu enquanto nadava e foi encontrado sem vida pelos bombeiros após três horas de buscas.

A Polícia Civil registrou a morte da bebê como suspeita e instaurou um inquérito para apurar os detalhes do ocorrido. O Corpo de Bombeiros reforça a importância de barreiras de proteção, como cercas e portões trancados, em locais com piscinas, além da supervisão constante de crianças, já que acidentes desse tipo costumam acontecer de forma rápida e silenciosa. O aumento das temperaturas neste fim de ano tem elevado o fluxo de pessoas em balneários e clubes, tornando indispensável o cuidado redobrado com a segurança aquática.

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