

O Noroeste Paulista viveu um período trágico para o setor trabalhista com a confirmação de duas mortes de profissionais durante o serviço em um intervalo inferior a um dia. Os acidentes ocorreram em situações distintas, envolvendo o setor sucroenergético na zona rural de Mirassol e o transporte de mercadorias em São José do Rio Preto, mobilizando equipes de socorro e a perícia da Polícia Civil.

Na área rural de Mirassol, um funcionário da usina COFCO perdeu a vida após o trator que ele dirigia bater contra uma carreta da própria companhia em uma frente de colheita de cana-de-açúcar. O resgate foi complexo, já que o Corpo de Bombeiros e as equipes do Grau tiveram dificuldades para chegar ao local exato devido ao acesso restrito das estradas de terra. Apesar dos esforços dos socorristas, que realizaram manobras de reanimação por cerca de 20 minutos, o trabalhador não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Segundo a assessoria da COFCO, o motorista teria sofridoum mal súbito, o que teria provocado a colisão.
Pouco tempo depois, em São José do Rio Preto, outro acidente fatal vitimou um motorista de 50 anos que trabalhava para uma rede de farmácias. Ele foi prensado pelo próprio caminhão contra um ônibus que estava estacionado. Informações do boletim de ocorrência indicam que o veículo se movimentou sozinho, atingindo o homem. A investigação agora tenta descobrir se o motorista esqueceu de puxar o freio de mão ou se o equipamento apresentou algum tipo de falha mecânica inesperada.
Ambos os casos foram acompanhados pela Polícia Científica, que realizou exames nos locais para entender a dinâmica das colisões. As ocorrências foram registradas inicialmente como mortes suspeitas, um procedimento padrão quando não há indícios imediatos de crime, mas que exige apuração detalhada para confirmar as causas. As autoridades seguem investigando os episódios para determinar as responsabilidades e as circunstâncias exatas de cada tragédia.







