

A região noroeste do estado de São Paulo, impulsionada especialmente pela área de Catanduva, vem se firmando como a principal força do país na exportação de limão. O estado paulista já responde por 71% de toda a produção nacional da fruta e registrou um salto de 21% nos embarques para o exterior no primeiro semestre de 2025. Esse desempenho positivo reflete os investimentos constantes de produtores e empresas locais em controle de qualidade, uma exigência fundamental para competir no rigoroso mercado europeu.

Dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado mostram que a região de Catanduva encerrou a última safra com um leve crescimento no volume colhido e uma expressiva expansão de 20% nas áreas destinadas ao plantio. Especialistas do setor explicam que o grande diferencial da região é a regularidade, o que garante um fornecimento contínuo e confiável para os compradores internacionais ao longo de todo o ano.
Esse caminho rumo ao mercado externo começa na rotina dos pomares. No município de Ibirá, por exemplo, produtores mantêm um ritmo forte de colheita diária do limão Tahiti, priorizando o padrão do fruto mesmo diante dos custos elevados de produção. Da lavoura, as frutas seguem para instalações modernas de beneficiamento. Em cidades como Urupês, empresas especializadas chegam a enviar cerca de 300 toneladas de limão mensalmente para destinos exigentes, como a Holanda e a Inglaterra.


Já em Itajobi, cidade que carrega o título de “capital mundial do limão”, os exportadores enfrentam desafios climáticos, como o excesso de chuvas, que pode afetar a aparência ideal exigida para o comércio lá fora. Apesar disso, o otimismo prevalece com a chegada do verão europeu, período em que o consumo de bebidas e alimentos refrescantes dispara. No comércio internacional, uma caixa de 4,5 kg do limão brasileiro chega a ser vendida por cerca de 6 euros, o equivalente a aproximadamente R$ 35. Empresários experientes do setor garantem que, devido ao sabor e ao suco do produto nacional, os consumidores estrangeiros que experimentam a variedade brasileira dificilmente voltam a comprar o tradicional limão siciliano.







