quinta, 15 de outubro de 2026

Região noroeste concentra 60% dos registros de leishmaniose visceral no estado de São Paulo

O noroeste paulista responde por aproximadamente seis em cada dez casos de leishmaniose visceral confirmados pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Dados epidemiológicos apontam que as regiões administrativas de São José do Rio Preto e Araçatuba somam 12 das 22 ocorrências registradas em todo o território paulista ao longo deste ano. Embora o volume regional atual represente uma redução na comparação com os números do ano anterior, o indicador mantém os municípios do interior em estado de constante alerta contra a proliferação da doença.

O levantamento oficial revela que os diagnósticos mais recentes se distribuem entre sete cidades da região, com destaque para Andradina, Votuporanga, Ilha Solteira e Fernandópolis — município que contabilizou dois casos positivos, sendo um deles fatal —, além de registros isolados nas cidades de Birigui, Penápolis e Castilho. A região de Araçatuba possui histórico recorrente de transmissão do protozoário, tendo registrado picos elevados e óbitos em anos anteriores, o que exige monitoramento contínuo das autoridades sanitárias locais.

A leishmaniose visceral é uma infecção grave transmitida ao ser humano e a animais pela picada da fêmea do mosquito-palha, inseto que se reproduz em ambientes com acúmulo de sujeira e matéria orgânica, como fezes de animais, folhas secas e restos de alimentos em quintais. Em humanos, a enfermidade manifesta-se por febre prolongada, perda rápida de peso, anemia e aumento do fígado e do baço, podendo evoluir para o óbito em até 90% dos casos sem o tratamento adequado. Nos cães, considerados os principais reservatórios do parasita no ambiente urbano, os sinais incluem emagrecimento severo, fraqueza, lesões na pele e crescimento excessivo das unhas.

Para conter o avanço da infecção, prefeituras da região têm intensificado ações de bloqueio e busca ativa por focos do inseto nos bairros afetados, vistoriando imóveis vizinhos aos locais com registro de casos. Como não há vacina para imunização humana, os órgãos de saúde reforçam a necessidade de medidas preventivas por parte dos moradores, ressaltando a importância de manter quintais limpos e sem acúmulo de lixo orgânico, utilizar coleiras repelentes em animais de estimação, colocar telas em portas e janelas e evitar passeios com cachorros no período noturno, horário de maior atividade do mosquito.

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