

O jornalista José Carlos Magdalena, da rádio EP FM de Araraquara, afiliada da rede Globo no interior de São Paulo, protagonizou um momento de tensão durante a transmissão ao vivo do programa nesta terça-feira (7). Ao comentar a mensagem de um ouvinte que defendia a visão tradicional de família, o comunicador reagiu com declarações agressivas direcionadas à Bíblia e à religião cristã. Magdalena utilizou termos de baixo calão e palavras ofensivas para desqualificar o livro sagrado e a prática religiosa, classificando a religião como um mal para a sociedade e questionando a validade das escrituras.

Durante o debate, o jornalista afirmou que o conteúdo bíblico seria fruto de criações aleatórias e defendeu que a felicidade individual não deveria ser pautada por preceitos religiosos. Mesmo após ser alertado por um colega de bancada sobre o risco de suas declarações configurarem o crime de intolerância religiosa, o radialista manteve a postura e reforçou suas críticas. Em tom exaltado, ele chegou a dizer que a religião deveria ser banida do convívio social e repetiu diversas vezes que as crenças e os textos sagrados seriam “bobagens” e “idiotices”, alegando ter lido muito sobre o assunto antes de formar sua opinião.
O episódio repercutiu rapidamente, gerando discussões sobre os limites da liberdade de expressão e o respeito às crenças alheias em veículos de comunicação. No Brasil, o crime de intolerância religiosa é previsto por lei e pune condutas que discriminam ou ofendem indivíduos e grupos em razão de sua fé. Até o momento, a emissora e o jornalista não emitiram novos comunicados sobre possíveis sanções ou pedidos de desculpas, enquanto grupos religiosos e ouvintes manifestam indignação com o teor das falas proferidas durante o programa.








