sábado, 25 de abril de 2026

Radialista deixa programa após polêmica e volta a atacar a Bíblia

O radialista José Carlos Magdalena comunicou ao vivo, nesta sexta-feira (10), seu desligamento da rádio EP FM, em Araraquara. A decisão ocorre após a repercussão negativa de declarações feitas por ele durante o “Jornal da EP”, nas quais utilizou termos ofensivos ao tratar da Bíblia e de crenças cristãs. Segundo o profissional, a iniciativa de deixar o programa foi estritamente pessoal, visando preservar a imagem da emissora e evitar que seus pontos de vista particulares sobre temas religiosos continuassem vinculados à empresa.

Durante o anúncio, que surpreendeu os colegas de bancada, Magdalena elogiou a postura da rádio, classificando-a como ética e respeitosa diante do conflito gerado por suas falas. Ele explicou que a direção da emissora solicitou apenas a divulgação de uma nota de esclarecimento por não concordar com o posicionamento adotado por ele nas edições anteriores. O jornalista ressaltou que prefere se afastar do microfone da rádio para ter liberdade de expressar suas opiniões em suas próprias redes sociais, sem comprometer a integridade profissional da equipe com quem trabalhava.

Apesar de ter divulgado um vídeo com pedido de desculpas anteriormente, o comunicador manteve o tom crítico em sua despedida e afirmou que não pretende recuar em suas convicções. Ele reiterou ataques a líderes religiosos, aos quais chamou de “canalhas”, acusando-os de deturpar textos sagrados para benefício próprio. Magdalena também voltou a citar passagens bíblicas do Velho Testamento de forma polêmica, sustentando que continuará abordando o assunto de maneira direta e sem filtros fora do ambiente do rádio tradicional.

Ao finalizar sua participação, o radialista agradeceu aos ouvintes, colegas e anunciantes pela trajetória no programa. Ele afirmou que se sente na obrigação de defender o que pensa sem envolver terceiros, optando agora pelo ambiente digital para seguir com seus comentários. A saída marca o fim de um ciclo na grade de programação local, sob forte tensão entre o direito de opinião do jornalista e o respeito às instituições religiosas.

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