quarta, 8 de julho de 2026

“Quem foi o doido?”: Jovem morta em salto de ponte postou brincadeira nas redes sociais pouco antes da tragédia

A jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que perdeu a vida na manhã deste sábado após cair de uma altura de 40 metros durante um salto de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, compartilhou sua empolgação com os seguidores momentos antes do acidente. Em seu perfil no Instagram, a jovem publicou uma sequência de vídeos e fotos mostrando os preparativos para a atividade de aventura, as pulseiras de identificação necessárias para o evento e até imagens dos próprios instrutores testando os equipamentos na estrutura conhecida como Ponte do Esqueleto.

Uma das publicações mais marcantes, registrada por volta das 7h30 da manhã, exibia a paisagem do local ao lado de um banner da empresa organizadora, chamada “Entre Cordas”. Na imagem, Maria Eduarda escreveu em tom de brincadeira a frase: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte???”. Pouco tempo depois da postagem, a jovem foi lançada da plataforma por funcionários do evento. Segundo depoimentos de testemunhas colhidos pela Polícia Militar, os operadores cometeram a falha gravíssima de esquecer de prender os cabos de segurança ao corpo da participante, o que resultou em uma queda livre direto em direção ao solo.

Maria Eduarda era moradora da cidade de Jandira, na Grande São Paulo, e utilizava suas redes sociais para compartilhar o estilo de vida saudável e sua paixão por atividades ao ar livre, trilhas e paisagens naturais. Torcedora apaixonada do Santos Futebol Clube, a jovem também destacava em sua apresentação pessoal o amor pelo esporte, mencionando sua trajetória de estudos e formações voltadas para as áreas de educação física e gestão esportiva.

A fatalidade causou grande comoção entre familiares e amigos, que agora cobram por justiça. Logo após a constatação do óbito, as forças de segurança agiram rápido e prenderam seis funcionários envolvidos diretamente na condução e na organização da atividade. O caso foi registrado na Central de Flagrantes do 2º Distrito Policial de Limeira e a Polícia Civil abriu um inquérito por homicídio para apurar a responsabilidade detalhada de cada um dos profissionais detidos.

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