

O bolso dos brasileiros ganhou um fôlego no mês de junho com a queda nos preços de mercadorias importantes, como combustíveis, minérios e café. Essa redução ajudou o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), popularmente conhecido como a “inflação do aluguel”, a registrar uma taxa negativa de 0,5%. Essa deflação significa que, na média, os preços monitorados ficaram mais baratos, marcando o primeiro recuo do indicador desde fevereiro deste ano. Os dados oficiais foram apresentados nesta segunda-feira, dia 29 de junho, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com esse resultado, a inflação medida pelo IGP-M encerra o primeiro semestre com um acumulado de 3,27%, enquanto nos últimos 12 meses a alta soma 3,16%. A queda surpreendeu os analistas financeiros do mercado, que esperavam uma leve estabilidade para o mês. Segundo os especialistas da FGV, o recuo reflete a volta dos preços internacionalizados de energia e minérios aos patamares de antes do agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Além disso, o bom desempenho das safras agrícolas no campo aumentou a oferta de produtos no mercado, barateando matérias-primas fundamentais como a cana-de-açúcar e o café em grão.
Essa redução no custo de produção começou a chegar aos consumidores finais na forma de alívio nas bombas e nas prateleiras dos supermercados. Entre os itens que mais ajudaram a puxar a inflação para baixo no varejo estão a gasolina, o etanol e o café em pó, além de alimentos como a maçã e o leite longa vida. Para calcular o índice final, a FGV avalia o comportamento dos preços em três frentes diferentes: o atacado, que engloba o custo para os produtores e tem o maior peso na nota; o varejo, que mede o impacto direto no consumidor; e os custos da construção civil.


O acompanhamento do IGP-M é de extrema importância para a economia doméstica, pois o acumulado do índice serve como a principal base para o reajuste anual dos contratos de locação de imóveis residenciais e comerciais por todo o país. Além do setor imobiliário, o indicador também serve de referência para atualizar os valores de diversos serviços essenciais e tarifas públicas, como as contas de telefonia e energia elétrica. Para fechar o diagnóstico de junho, a fundação realizou o levantamento de preços entre os dias 21 de maio e 20 de junho em sete grandes capitais brasileiras, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.








