


O endividamento no Brasil atingiu um novo patamar preocupante neste mês de maio. De acordo com dados revelados pela Serasa nesta terça-feira, o país conta agora com 82,8 milhões de pessoas inadimplentes, o que corresponde a 49% da população adulta brasileira. O levantamento mostra um crescimento de 1,35% no número de devedores em relação a fevereiro, sinalizando que a dificuldade de fechar as contas no fim do mês ainda é um desafio para milhões de famílias.

O peso no bolso de cada cidadão também aumentou. Atualmente, o valor médio da dívida por pessoa é de aproximadamente R$ 6.728,00. No total, o montante de débitos em atraso no Brasil soma a impressionante cifra de R$ 557 bilhões. A pesquisa detalha que a maioria dos endividados possui cerca de quatro dívidas diferentes, e a principal causa para essa situação, apontada por 38% dos entrevistados, é o desemprego ou a queda na renda mensal. Outros motivos comuns incluem gastos inesperados de emergência e o auxílio financeiro prestado a parentes.
As dívidas com bancos e cartões de crédito ainda são o maior problema para quase 30% dos inadimplentes, mas as contas básicas, como luz e água, já representam uma fatia considerável de 21% do volume total de débitos. Esse cenário de pressão financeira coincide com o início de uma nova tentativa de alívio para os consumidores: o programa Desenrola Brasil 2.0, lançado oficialmente pelo governo federal nesta segunda-feira.







O programa foca justamente em pessoas que ganham até cinco salários mínimos e possuem dívidas que não ultrapassam R$ 15 mil. A iniciativa oferece condições para renegociar os valores em até 48 vezes, com taxas de juros reduzidas para 1,99% ao mês. Com a medida, espera-se que uma parcela significativa desses milhões de brasileiros consiga limpar o nome e recuperar o poder de compra, desafogando a economia nacional.























