

O início da Quaresma em 2026 está movimentando a economia e trazendo excelentes perspectivas para os piscicultores do Noroeste Paulista. Tradicionalmente marcado pela substituição da carne vermelha por pescados, este período religioso é o principal motor de vendas do setor. Na região, que se consolidou como a maior produtora de tilápia do estado de São Paulo, a expectativa é de que o consumo siga em alta, reforçando a importância do peixe de cultivo na mesa dos brasileiros.

O Noroeste paulista concentra atualmente cerca de 75% de toda a produção de tilápia do estado, uma posição de destaque que permite aos produtores locais atenderem à crescente demanda nacional. Especialistas do setor apontam que, além da tradição religiosa que dura 40 dias, há uma mudança gradual nos hábitos alimentares da população, que busca cada vez mais proteínas saudáveis. Dados recentes indicam que o volume de peixes comercializados no Brasil cresceu mais de 8% no último ano, consolidando o pescado como uma alternativa nutritiva e frequente.
Para os produtores, este cenário é motivo de ânimo após períodos de desafios econômicos. A recuperação dos preços pagos ao produtor no início de 2026, somada à abundância de recursos hídricos e clima favorável na região, cria o ambiente ideal para o crescimento da atividade. A tilápia continua sendo o “carro-chefe” devido à sua versatilidade e preços competitivos, permitindo que o consumidor encontre opções acessíveis nas peixarias e supermercados, mesmo diante da alta procura sazonal.
A expectativa é que o setor mantenha um ritmo de crescimento acelerado nas próximas décadas, com projeções de que o Brasil se torne um dos maiores produtores mundiais de peixes de cultivo. Enquanto isso, o consumidor pode aproveitar a variedade disponível, com a garantia de que o Noroeste Paulista continuará sendo o principal polo fornecedor, unindo qualidade de produção e sustentabilidade para abastecer o mercado durante e após o período pascal.









