terça, 16 de junho de 2026

Putin viaja à China para reforçar aliança com Xi Jinping logo após visita de Trump a Pequim

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, fará uma visita oficial à China nos dias 19 e 20 de maio para se reunir com o líder chinês, Xi Jinping. O anúncio, feito pelo Kremlin, detalha que os chefes de Estado vão debater o fortalecimento da parceria estratégica entre os dois países, além de assuntos da política internacional. A viagem acontece em um momento em que Pequim tenta ampliar seu papel como mediador diplomático global, em meio aos conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, e ocorre poucos dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerrar sua própria agenda oficial na capital chinesa.

A chegada de Putin a Pequim coincide com as celebrações dos 25 anos do Tratado de Amizade Sino-Russo, assinado em 2001. De acordo com o governo russo, a pauta do encontro inclui debates sobre cooperação econômica e comercial, além de uma reunião com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, comentou que Moscou vê com bons olhos a recente aproximação entre China e Estados Unidos, mas fez questão de destacar que a união entre russos e chineses é mais profunda e sólida do que as alianças políticas e militares tradicionais do Ocidente.

O anúncio da viagem de Putin foi feito menos de 24 horas depois que Donald Trump deixou a China, onde celebrou acordos comerciais que classificou como fantásticos, incluindo um compromisso para a venda de 200 aviões da Boeing para o mercado chinês. Apesar dos acenos entre Washington e Pequim, a ligação entre a China e a Rússia continua sendo tratada como prioridade absoluta por ambos os lados. Desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, os laços econômicos entre Moscou e Pequim se estreitaram fortemente, impulsionados pelo isolamento internacional da Rússia e pelas sanções econômicas ocidentais. Embora a China se declare neutra e defenda conversas de paz, o país nunca condenou a invasão e segue como um dos maiores compradores do petróleo russo, ajudando a dar fôlego à economia de Moscou.

No campo de batalha, a situação segue tensa e marcada por um impasse diplomático. Uma breve trégua intermediada por Donald Trump chegou a interromper os ataques de longo alcance temporariamente, mas os bombardeios voltaram com força total após o fim do acordo. As forças ucranianas informaram que conseguiram derrubar 269 de um total de 294 drones russos lançados contra a região de Odessa, no sul do país. Por outro lado, a Rússia afirmou ter interceptado 138 drones ucranianos em seu território. Apesar da volta dos combates, houve avanços humanitários: os dois países realizaram a troca de 205 prisioneiros de guerra de cada lado e o governo da Ucrânia confirmou a repatriação de 528 corpos de militares mortos em combate.

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