sexta, 13 de março de 2026

Publicitária de Rio Preto compartilha jornada de dez anos até descobrir doença rara

Neste sábado (28), data em que se celebra o Dia Mundial das Doenças Raras, a publicitária Ana Claudia Wicher, de 34 anos, decidiu tornar pública sua história de persistência na busca por um diagnóstico correto. Natural de São José do Rio Preto, ela conviveu durante uma década com sintomas incômodos, como inchaço no rosto e dificuldade para se alimentar, antes de descobrir que era portadora da Síndrome de Sjögren. O relato joga luz sobre os desafios enfrentados por pacientes com condições autoimunes que nem sempre apresentam os sinais mais conhecidos pela medicina.

A Síndrome de Sjögren é uma doença crônica que geralmente ataca as glândulas responsáveis pela produção de saliva e lágrimas, causando secura extrema nos olhos e na boca. No caso de Ana Claudia, no entanto, a ausência desses sintomas tradicionais tornou o diagnóstico um verdadeiro quebra-cabeça para os médicos. Por dez anos, suas crises de inflamação nas parótidas foram confundidas com problemas simples, como canais salivares entupidos, chegando a receber a indicação de uma cirurgia para a retirada da glândula antes que a causa real fosse identificada.

Além da síndrome, a publicitária lida com outras condições complexas, como fibromialgia e urticária crônica. Segundo a médica Paula Vinha, especialista que acompanha o caso, o diagnóstico dessas doenças costuma ser difícil porque os sintomas são clínicos e muitas vezes não aparecem em exames laboratoriais comuns. Após um período inicial de medo e incertezas com o tratamento convencional, Ana Claudia encontrou estabilidade ao adotar um estilo de vida mais regrado. Atualmente, ela alia uma alimentação restritiva e atividades físicas ao uso terapêutico de cannabis medicinal, que atua no equilíbrio do organismo como um todo.

A conscientização sobre a Síndrome de Sjögren tem ganhado força nos últimos meses, especialmente após figuras públicas, como a apresentadora Fernanda Keulla, revelarem possuir a mesma condição. Para especialistas, o caso de Ana Claudia reforça a importância de um atendimento médico humanizado e detalhado, que enxergue o paciente além dos sintomas isolados. Com o quadro estabilizado, a publicitária agora utiliza sua experiência para inspirar outras pessoas a não desistirem de buscar respostas para suas dores, defendendo que é possível manter a qualidade de vida mesmo diante de um diagnóstico de doença rara.

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