

Durante o seu 8° Congresso Nacional, realizado em Brasília, o Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou um vídeo com críticas diretas ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência. A peça publicitária utiliza o termo “bolsomaster” para tentar ligar o parlamentar ao escândalo envolvendo o Banco Master, afirmando que a compra de uma mansão de R$ 6 milhões na capital federal teria sido financiada por supostos esquemas de corrupção. No vídeo, o locutor cita ainda investigações passadas, como o caso das “rachadinhas” e a compra de imóveis em dinheiro vivo, para classificar o senador como envolvido em diversas irregularidades.
Apesar das graves acusações contidas no vídeo, as informações oficiais disponíveis até o momento não confirmam a participação de Flávio Bolsonaro no escândalo do Banco Master. O senador não é alvo de investigação nesse caso específico e os dados sobre o seu imóvel em Brasília indicam uma cronologia diferente da sugerida pelo partido. A mansão citada foi adquirida em 2021 por meio de um financiamento junto ao BRB, banco estatal do Distrito Federal. Já as negociações entre o BRB e o Banco Master, que geraram as suspeitas atuais, só começaram a ocorrer entre os anos de 2024 e 2025.
O escândalo do Banco Master tem se tornado uma arma política usada por ambos os lados, com trocas de acusações entre petistas e aliados de Jair Bolsonaro. Embora o banco tenha recebido autorização para operar em 2019, durante a gestão anterior, foi no atual governo Lula que a instituição apresentou seu maior crescimento. O caso também respinga em figuras ligadas ao PT, como o ex-ministro Guido Mantega, que recebeu R$ 14 milhões por consultorias ao banco e chegou a intermediar uma reunião do dono da instituição, Daniel Vorcaro, com o presidente Lula.















Outro nome citado nas discussões sobre o banco é o do ex-ministro Ricardo Lewandowski. O escritório de advocacia de sua família prestou serviços de consultoria jurídica ao Master no valor de R$ 6,1 milhões. Em nota, a equipe do ministro aposentado esclareceu que as atividades são lícitas e que ele retomou a advocacia após deixar o Supremo Tribunal Federal em 2023. Enquanto o PT reforça a narrativa de que a família Bolsonaro está ligada ao esquema, a oposição rebate apontando a proximidade do banco com nomes influentes da atual administração, transformando o caso em um dos eixos centrais da disputa política atual.



























