sábado, 30 de maio de 2026

PT aprova manifesto focado em reeleição e diálogo com setores de centro

O Partido dos Trabalhadores (PT) encerrou seu congresso nacional neste domingo (26) com a aprovação unânime de um novo manifesto que define as estratégias políticas para o ano. O documento estabelece como prioridade absoluta a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, utilizando a comparação direta entre o atual governo e a gestão anterior de Jair Bolsonaro como principal argumento de campanha. Para evitar resistências, o texto foi redigido de forma a ser menos polêmico, buscando atrair partidos e eleitores de centro para a base de apoio governista.

O presidente Lula, que se recupera de procedimentos de saúde realizados em São Paulo na última semana, não compareceu fisicamente ao evento por recomendação médica. Em sua ausência, a cerimônia foi liderada pelo presidente da legenda, Edinho Silva, acompanhado por Fernando Haddad, pré-candidato ao governo paulista. Para marcar a presença do líder, o partido exibiu um vídeo de um discurso recente de Lula, no qual ele orientava a militância a focar em propostas viáveis e evitar promessas que o governo não pudesse cumprir.

A estratégia de moderação resultou na retirada de pontos sensíveis, como a proposta de reforma do sistema financeiro, que havia sido incluída após polêmicas envolvendo o setor privado. Em contrapartida, o manifesto consolidou a defesa de sete reformas consideradas essenciais, incluindo as reformas tributária, administrativa, política e do Judiciário. De última hora, atendendo a demandas internas, foram incorporadas as defesas da reforma agrária, focada na soberania alimentar, e da reforma do setor de comunicações, com o objetivo de combater monopólios no segmento.

Internamente, o partido também aprovou diretrizes de renovação. O texto final estabelece limites de mandatos para cargos dentro da própria legenda e garante que pelo menos metade das vagas em órgãos de decisão sejam ocupadas por mulheres. Segundo o ministro José Guimarães, presente no encontro, o foco agora é construir uma plataforma de desenvolvimento que una crescimento econômico, distribuição de renda e sustentabilidade ambiental, mantendo o Estado como o principal motor desses avanços.

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