segunda, 6 de abril de 2026

PSICOLOGIA E LUTO ANTECIPATÓRIO: lidando com cuidados paliativos

O sentido do luto
A doença é um evento ameaçador, profundo, transformador, e adoecer ou receber o diagnóstico de uma doença grave ou uma condição degenerativa rompe a “biografia” da pessoa, força uma reavaliação imediata da vida e exige que o doente e todos aqueles à sua volta reflitam sobre a vida pregressa e futura (Matsumoto, 2012). Essa postura leva a considerar valores, objetivos e a premência de negociar formas e modos de ser que, anteriormente, caracterizavam a vida da pessoa doente. É momento crucial no processo de humanização da saúde, e o cuidado deixa de ser apenas técnico ou clínico e passa a centrar-se no sujeito, na necessidade de o paciente adaptar a vida após o diagnóstico, a pensar nos cuidados paliativos antecipando o luto e redefinindo sua identidade e rotina diária (Oliveira et al., 2024).

Diante do profundo impacto causado na vida da pessoa e em vista de sua natureza universal (todos envelhecem e morrem, frequentemente devido a alguma enfermidade), a doença desempenha um papel significativo na vida humana. Embora ela seja uma experiência em grande parte negativa e dolorosa, é útil lembrar que ela também pode ser edificante e fonte de crescimento pessoal (Almeida et al., 2024).

O luto é um processo universal, complexo e adaptativo, inevitável no ciclo vital humano: não é doença, mas uma resposta emocional e física quando um vínculo significativo é rompido entre uma pessoa e seu objeto. Vem acompanhado por um conjunto de reações envolvendo as dimensões física, psicológica, socioemocional, cultural, comportamental e espiritual, e por intensos sentimentos de medo, angústia e desesperança (Batista; Cardoso, 2024; Rocha et al., 2025).

Processo psíquico trabalhoso, de desinvestimento da energia amorosa, lento, doloroso, mas não patológico, o luto é caracterizado por tristeza profunda, pesar e desânimo em reação à perda de alguém significativo ou que se ama, a qualquer atividade ligada ao objeto perdido, à incapacidade de não conseguir adotar um novo objeto de amor em substituição e à busca de reinvestimento em novos vínculos (Medeiros; Fortes, 2019). O luto é “processo psíquico normal de desligamento afetivo diante da perda de um objeto investido libidinalmente, marcado pelo sofrimento, pelo retraimento do interesse pelo mundo exterior e pelo trabalho psíquico que visa à reintegração do ego diante da ausência” (Amorim; Pereira, 2026, p. 22).
Na perspectiva de Lacan (2016), o luto não é somente a perda de uma pessoa querida, mas a perda de um objeto essencial de sustentação ao desejo do sujeito: o “significante” (palavra/símbolo), que nomeava o objeto, torna-se ausente, cria um “buraco” no real pela perda, falta de sentido e impossibilidade de simbolizar a morte (Bonfim, 2022; Motta, 2025). O significante faltante (objeto perdido) desperta uma desordem psíquica (Maesso, 2017). É preciso significar o luto, o que não quer dizer esquecer ou apagar a dor, mas aprender a viver de uma nova maneira, sem a presença do outro, levando consigo a afeição, o amor e as lembranças daquele que partiu. O luto é a [re]significação da perda (não esquecimento) para torná-la suportável ao psiquismo e permitir que a vida continue (Bonfim, 2022; Pereira et al., 2025).

O trabalho do luto consiste em satisfazer a essa desordem psíquica para fazer frente a esse buraco existencial (Motta, 2025). Findo o trabalho de luto, a libido torna-se livre para reinvestir em novos objetos: “por mais penoso que seja o trabalho de luto, ele cessa após um período de tempo, não devendo ser considerado nem prejudicial, muito menos patológico” (Medeiros; Fortes, 2019, p. 233). O eu, agora, se encontra mais livre e menos acometido pelas retrações e inibições afetivas, apto para reinvestir no outro.

O luto não surge apenas com a morte, mas envolve qualquer perda significativa, simbólica ou concreta, como o fim de um relacionamento (divórcio), o rompimento de um vínculo ou separação (amorosa), um evento catastrófico, um acidente ou uma enfermidade grave, perda de um emprego, de uma posição social ou de um animal de estimação, da vitalidade ou de funções, uma deficiência adquirida etc. Luto não é doença nem patologia, mas uma resposta profunda, natural e saudável que envolve reações multifatoriais em diversas dimensões (Bugari; Silva; Lopes, 2024; Azevedo; Rocha, 2025).

Aceita-se existirem cinco estágios principais do luto: negação (choque, entorpecimento, resistência à realidade da morte), cria-se uma barreira emocional para absorver o impacto da perda ou de sua iminência; manifestações de raiva (protesto, desespero, angústia, ressentimento, frustração intensa), tentativa de entender o acontecimento, busca do culpado; barganha ou negociação: a pessoa negocia consigo ou tenta negociar com Deus, com o destino, com uma figura de sua crença, explora a possibilidade de reverter a situação, na tentativa de minimizar a dor; depressão: a consciência da perda gera profundo sofrimento de desespero e tristeza a perdurar por semanas ou meses, chora muito, isola-se, tem crises de saudade, parece não conseguir retomar a vida como antes; e aceitação da nova realidade, da ausência de quem partiu, sensação de paz interior e serenidade, proposta de convívio pacífico com a perda, recordação da pessoa com carinho, gratidão por ela ter feito parte da sua vida, compreensão de que a vida não é infinita e continua mesmo sem a presença dela (Barcellos; Moreira, 2022; Moreira; Torres; Porto Netto, 2024).


Essas fases não ocorrem com padrão uniforme ou em ordem fixa, permitem adaptações a uma realidade determinada e funcionam como mecanismos de defesa temporários, de proteção da psique diante da incapacidade de assimilar a notícia devastadora, a fim de processar o impacto emocional da perda (Anjos, 2025). O luto reúne ampla diversidade de processos emocionais (melancolia, tristeza profunda) e psicológicos, conscientes e inconscientes, sofrimentos desencadeados pela morte de uma pessoa amada e provoca uma das situações mais penosas vivenciadas pelo ser humano. Em psicologia, o luto é reconhecido como um processo de readaptação doloroso, natural e necessário diante da perda significativa: ele envolve uma reconfiguração cerebral e emocional profunda, afetando o indivíduo de forma integral (Amorim; Oliveira, 2024; Amorim; Pereira, 2026).

Algumas diferenças, porém, se destacam entre a pessoa que vive a iminência da morte e a pessoa enlutada que vive o luto antecipatório. Na iminência da morte, a pessoa foca na própria finitude e no desapego: pode negar a finitude, ter raiva, barganhar e, após sua rendição à realidade, aceitar sua condição e travar uma batalha com a morte no decorrer do processo. O luto antecipatório é uma resposta emocional que começa antes da morte real, antevendo a ausência iminente, e envolve emoções, como tristeza, raiva, medo e mesmo alívio. Quando reflete um sofrimento prolongado e intenso, com impactos negativos na saúde mental e emocional, o indivíduo necessita de acompanhamento terapêutico (Batista; Cardoso, 2024; Oliveira et al., 2024).
A pessoa enlutada não peleja com a perda futura ou com a morte, mas combate pela própria vida, pela reorganização da existência com ausência daquela pessoa e se questiona como prosseguir com a vida, reaprender a existir sem o objeto amado, ciente da perda e da dor dilacerante que o fato futuro lhe venha a imprimir (Giacomin; Santos; Firmo, 2013; Anjos, 2025; Pinheiro; Silva; Sousa, 2025).

Luto antecipatório
O luto antecipatório acontece antes da separação, da perda definitiva ou de qualquer outra situação que, inevitavelmente, resultará em um desfecho penoso. Ocorre como uma resposta à vivência de sentimentos quando uma perda significativa é esperada (u’a morte iminente, mudança drástica como divórcio ou perda de autonomia). Envolve reações emocionais (tristeza profunda, ansiedade, medo e, em alguns casos, alívio do impacto emocional da perda irreversível, enquanto se aguarda a partida próxima de um ente (Oliveira et al., 2024; Pinheiro; Silva; Sousa, 2025).

O luto antecipatório é reação genuína e profunda ante a morte próxima ou perda futura importante, frequentemente observada em casos de doenças crônicas e terminais ou fatais, e prepara o indivíduo para a separação (Rocha et al., 2025). É uma reação inicial à expectativa da morte, provoca impactos emocionais, cognitivos e sociais significativos no paciente, familiares e pessoas diretamente envolvidas, como cuidadores (Silva et al., 2026). Caracterizado por incerteza constante, gera sofrimento físico, mental, social e emocional crescente até o passamento da pessoa, com o enfrentamento de múltiplos desafios; exige adaptações ao real, à reorganização familiar e ao cancelamento de planos futuros, ao estresse das decisões relacionadas ao tratamento, comunicação da moléstia e seu desfecho (Batista; Cardoso, 2024). A incerteza sobre a evolução da doença intensifica sintomas de ansiedade e depressão, motivo que demanda adaptação ao real e suporte integral à saúde mental e emocional de todos, paciente, familiares e profissionais (Oliveira et al., 2022).

O luto antecipatório requer preparo emocional para a separação. Permite despedidas, mas engendra sentimentos de culpa, dor intensa pelo declínio progressivo do ente querido ante o processo de adoecimento; impacta profundamente o paciente e seus familiares que se veem obrigados a lidar com a futura ausência e, ainda, empenhar-se em proporcionar conforto, suporte emocional e apoio para diminuir o sofrimento e preparar a pessoa para a inevitável perda (Abu-Yaghi; Marques; Grothe, 2023). É fundamental entender que, no luto antecipatório, esses sentimentos (tristeza, ansiedade, medo, angústia) e o sofrimento físico (dor) e emocional são normais, fazem parte do momento e ajudam a humanizar o processo de despedida (Cândido; Antonucci; Oliveira, 2025; Silva et al., 2026).

Pacientes paliativos e luto antecipatório
Comum em pacientes sob cuidados paliativos, o luto antecipatório refere um processo emocional complexo que os indivíduos vivem para enfrentar a iminência da própria morte devido a uma doença limitante, elaborando, antecipadamente, a perda de si mesmos, de sua funcionalidade, autonomia, identidade e dos vínculos que os sustentam (Bugari; Silva; Lopes, 2024). Amorim e Pereira (2026) reiteram que o luto antecipatório, nos cuidados paliativos, se apresenta como uma forma de luto que, apesar de ocorrer antes da perda real, detém características similares aos estágios iniciais do luto convencional. Os cuidados paliativos priorizam não a doença que ameaça a continuidade da vida, mas o doente, “percebido como ser autônomo”, detentor de uma biografia; têm por objetivo “promover qualidade de vida, controlar sintomas e prevenir o sofrimento físico, psicossocial e espiritual. O tratamento [e acolhimento] se estende[m] ao núcleo familiar tanto durante o adoecimento quanto no momento da perda do ente querido” (Campos; Silva; Silva, 2019, p. 712).

A consciência da própria finitude e o luto antecipado significam a preparação para a morte inevitável, pois, nestas condições, a vida parece perder sentido e valor (Silva et al., 2026). Pela morte, a pessoa em cuidados paliativos é liberta de males, dores, sofrimentos, de uma vida dependente, indesejada, e de se sentir um fardo para os outros, situação de tal modo difícil, incômoda e desesperadora que a leva a pensar em abreviar a própria vida (Giacomin; Santos; Firmo, 2013; Gudat et al., 2019). Além da ideação suicida, podem estar presentes sintomas psicológicos como anedonia, desesperança ou desespero, impotência, sentimento de inutilidade, culpa, isolamento social e episódios depressivos (Calagua-Bedoya et al., 2023).

Se a única alternativa é a morte (Giacomin; Santos; Firmo, 2013), na fé (fator de proteção e esperança) a pessoa busca forças para afastar a ideia do suicídio e suportar a vida na velhice-doença ou em outro estado de finitude (Rocha et al., 2025). Quando a morte parece ser a única saída, a espiritualidade sinaliza um sentido para o existir, mesmo em situações de dor insuportável e ideação suicida, e transmuda o sofrimento em um processo de aprendizado, amadurecimento e transformação (Oliveira; Menezes, 2018). A espiritualidade é bálsamo, refrigério, ferramenta de ressignificação que, aliada ao tratamento médico, auxilia na reestruturação do pensamento e na valorização da vida (Agnelli; Ouchi; Almeida, 2022). A espiritualidade orbita os cuidados paliativos no alívio do sofrimento, na avaliação, no acolhimento e manejo da dor e de outros problemas biopsicossociais e espirituais.

Os cuidados paliativos promovem dignidade ao paciente e familiares acerca da descontinuidade da vida para lidarem com as perdas vividas durante o curso da doença e do luto (Cândido; Antonucci; Oliveira, 2025). O luto pode constituir-se como “um processo de aprendizagem, que permite uma nova concepção de mundo e um reposicionar-se em relação à vida, caso predominem estratégias como a reavaliação positiva das experiências adversas” (Cardoso; Santos, 2013, p. 2769). Nesse sentido, o luto antecipatório ajuda o paciente e familiares a se prepararem emocionalmente para conviver, dentro do possível, com uma enfermidade crônica ou a morte próxima e praticar o enfrentamento saudável, gradual e consciente (Batista; Cardoso, 2024).

Patologização e medicalização
Delfino et al. (2025) advertem, contudo, que se evitem a patologização e a medicalização e se proceda com humanização da assistência em saúde, relevante em cuidados paliativos, saúde mental e acompanhamento de doenças crônicas, os quais oferecem lenitivo e segurança para o paciente e sua família. Nesses cuidados, a humanização deve ser a tônica da assistência, focada na qualidade de vida e não na cura – o que exige do profissional postura ética, sensível e compassiva, e conforto físico e emocional ao paciente e à sua família. Nesta perspectiva, a humanização constitui processo validado no respeito e valorização da pessoa, fundamentado nos compromissos éticos e relacionais, aliado à competência técnica (Rios, 2009).

A patologização foca maiormente no estatuto da doença em que problemas, comportamentos, emoções ou variações da vida cotidiana são convertidos em doenças, transtornos mentais ou desvios médicos, rotulados como patologias: transforma o “não patológico” em “patológico”, legitimando uma perspectiva patológica da existência (Cunha; Barbosa; Oliveira, 2024). Esta perspectiva não se restringe à definição médica de doença mental; antes, refere-se ao entendimento de que algumas formas de viver, sofrer e interpretar o mundo se tornam insuportáveis, prejudiciais, “patológicas”, quando o indivíduo perde a capacidade de se adaptar, criar novos sentidos ou lidar com os dilemas da existência (Chaves; Nascimento, 2020).

Esse fenômeno negligencia os aspectos sociais, econômicos, históricos e políticos inconscientes do desenvolvimento, reduz o sofrimento humano a um diagnóstico médico e rotula experiências humanas e comportamentos normais (luto, tristeza, agitação) como patologias que exigem intervenção clínica ou medicamentosa (Azevedo, 2025). A patologização opera como pressuposto da medicalização, atribui “status de doença a comportamentos resultantes de situações e problemas relacionados com o movimento natural e cotidiano da vida humana” (Melo et al., 2023, p. 2906), sem considerar as repercussões subjetivas do sujeito dela decorrentes.

A medicalização da morte transforma questões sociais e cotidianas, vivências, sofrimentos e dores em doenças, em “coisa médica” (Azevedo, 2025): medicaliza-se o luto, mercantiliza-se a morte (Veras, 2015). A medicalização decorre de um processo patologizante em que problemas de ordem não médica passam a ser submetidos a intervenções médicas e medicamentosas: o corpo é conceituado como u’a “máquina”, apartada de seu contexto social e cultural; desconsidera-se “ser humano interior”. Traumas e problemas se definem em termos médicos, descritos pela linguagem médica e compreendidos pela racionalidade médica: “a medicalização transforma aspectos próprios da vida em patologias, diminuindo, assim, o espectro do que é considerado normal ou aceitável” (Gaudenzi; Ortega, 2012, p. 4).

Segue um modelo medicalocêntrico (associado ao modelo hegemônico, biomédico, curativista, hospitalocêntrico) que organiza os serviços de saúde centrados na doença, na figura do médico, no hospital, no uso de alta tecnologia, e negligencia fatores sociais, emocionais, psicológicos e preventivos no processo saúde-doença (Fertonani et al., 2015). Em cuidados paliativos, porém, cogita-se a possibilidade de mudança desse paradigma para a convivência com uma doença ameaçadora e o processo de morte, no propósito de melhorar a qualidade de vida do indivíduo de acordo com suas prioridades; valoriza-se a autonomia, desmedicalizando a existência e a morte e retirando o carácter patológico de experiências, sofrimentos ou comportamentos humanos normais, não reduzindo a intervenção médica ao uso de medicamentos (Gaudenzi; Ortega, 2012; Borsatto et al., 2019; Chaves; Nascimento, 2020).

Luto antecipatório e comunicação em cuidados paliativos
Ao superar a medicalização e a patologização, o luto antecipatório é tempo de resolver conflitos e questões pendentes e promover despedidas significativas antes da perda real (Silva; Coutinho, 2022). Neste espectro, destaca-se a comunicação centrada no paciente, efetiva e compassiva, a possibilitar o trato de vieses importantes acerca do adoecimento e da morte (Machado et al., 2025). A comunicação entre a equipe médica, paciente, seus familiares e cuidadores ocupa papel central nas abordagens que envolvem o luto antecipatório, com destaque para o apoio emocional e a proximidade entre os familiares como fator protetor aos diversos sintomas relacionados aos cuidados paliativos (Delalibera et al., 2018).

Em cuidados paliativos, a comunicação (verbal ou não verbal) e a relação interpessoal são elementos com expressiva importância para garantir o respaldo completo a pacientes e sua família, incluindo, sempre que possível, as necessidades não resolvidas pelas medicações e intervenções médicas. Esse “acolhimento demanda reconhecer o ser humano que sofre e permitir-lhe […] compartilhar suas angústias”, facilitar as relações intersubjetivas que permeiam o convívio entre equipe, paciente e família, no intuito de enfrentar e superar a condição atual, “minimizando sintomas de ansiedade e depressão e estimulando a autonomia do paciente em momento de mudanças e perdas significativas” (Campos; Silva; Silva, 2019, p. 712).

Sampaio e Oliveira (2024, p. 43) aduzem que “encorajar a comunicação entre os familiares, discutir assuntos pendentes, saber os desejos pessoais do paciente, falar sobre a morte no contexto religioso, estimular dizeres com afeto e ajudar a família a lidar com o sentimento de culpa ou arrependimentos são algumas das estratégias empregadas para aliviar as angústias dos envolvidos”.

A carência de comunicação ou uma comunicação obstruída é representada pela “conspiração do silêncio”, em que se omite a verdade sobre a doença em um “acordo silencioso [e tácito] entre paciente e familiares como forma de proteção mútua e defesa contra a desestruturação emocional, não aceitação do diagnóstico ou do prognóstico da doença, culpas e preocupações, medo de morrer, ausência de significado de vida, abandono dos planos e sonhos, ansiedade e depressão”, além do “ medo da solidão, da dor, da separação das pessoas próximas, da degeneração, do isolamento, dependência e de ser abandonado” (Saporetti et al., 2012, p. 50). Essa omissão também pode significar uma superproteção do cuidador, familiar ou mesmo do profissional da saúde dirigida ao paciente.

Uma comunicação empobrecida ou a falta dela (“luto silenciado” ou falta de diálogo) podem complicar o processamento emocional, resultar em negação prolongada e prender o indivíduo ao sofrimento, a expressões de raiva e dificuldades crônicas mais sérias na superação da perda, isolar o enlutado, criar tensão. Inversamente, a conversa honesta, a expressão autêntica e o acolhimento genuíno facilitam a reorganização emocional, permitem vivenciar o luto como um tempo de reconstrução e transformação (Azevedo; Rocha, 2025).

Uma comunicação aberta com o sujeito “em estado terminal” contribui para fortalecer vínculos, resolver conflitos, aumentar sua resiliência, auxiliá-lo a enfrentar o medo, encorajá-lo a expressar seus sentimentos de angústia, solidão e desalento; ajuda-o no trato franco de qualquer assunto (mesmo que isso lhe seja doloroso) e na ciência da finitude da vida e vivência da terminalidade (Andrade; Costa; Lopes, 2013).

Cuidados paliativos e equipe multiprofissional
Os cuidados paliativos são uma forma de cuidado integral em saúde, com o propósito de promover qualidade de vida em sua fase terminal e aliviar a dor e o sofrimento do paciente e de sua família, reconhecendo-os como parte essencial do processo assistencial (Souza, L. et al., 2022). Trata-se de conferir ao paciente e seus familiares conforto, dignidade e alívio do sofrimento físico, psíquico, social e espiritual (Braz; Franco, 2017). Tendo como foco principal o estar bem e o viver com qualidade (Leão; Lopes, 2020), buscam tratar a dor e aliviar outros sintomas angustiantes, dar suporte emocional, espiritual e social, transformando o tempo restante de vida em u’a morte digna e nobre, sem a perspectiva de curar a doença de base (Burlá; Py, 2014; Oliveira et al., 2020).

Os cuidados paliativos não pretendem antecipar nem postergar a morte, mas promover o refrigério da dor e sintomas geradores de sofrimento, vendo a morte como um processo natural (Marcucci et al., 2016). Tornam-se fundamentais para “garantir conforto, dignidade e qualidade de vida”, integram o “alívio da dor, o controle de sintomas e o suporte psicossocial e espiritual” (Costa et al. 2025, p. 38). Reafirmam a vida e estimulam o paciente a viver de forma ativa até a morte, e que a família se sinta amparada e resguardada nas esferas psíquica, emocional e espiritual no curso de todo o processo da doença e no luto (Alves et al., 2019; Jesus et al., 2023).

Uma equipe multiprofissional é benquista para oferecer assistência e recursos nas diversas áreas e necessidades do paciente e seus familiares: acompanhar o luto, melhorar a qualidade de vida, oferecer abrigo e proteção, influenciar positivamente no curso da doença ou no “prolongamento da vida” e incluir ações para melhor compreensão e abordagem dos sintomas (Burlá; Py, 2014).

Geralmente composta por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais (dimensão física); psicólogos, psicanalistas, psiquiatras psicoterapeutas (sintomas da mente); sacerdotes, clérigos, pastores e líderes religiosos (apoio espiritual), além de assistentes sociais, auxiliares técnicos, voluntários, a equipe multiprofissional tem papel essencial no alívio das dores e dos sintomas, na promoção do bem-estar, no amparo ao paciente e sua família (Gonçalves et al., 2024). Reúne profissionais de saúde com experiências e habilidades complementares que compartilham objetivos comuns e exercem esforços físicos e mentais combinados na avaliação, no planejamento e no atendimento ao paciente (Fernandes; Faria, 2021). É um trabalho colaborativo interdependente, de comunicação aberta e de tomadas de decisão compartilhadas, cujos resultados agregam valor ao paciente, à família e aos profissionais.

Cabe à equipe multiprofissional proporcionar ao paciente sob cuidados paliativos e à família atenção e assistência, no sentido de minimizar experiências desagradáveis e sofrimentos nesta fase final da vida, compreendendo a morte como parte do ciclo vital. Entre as ações a serem executadas pela equipe se destaca a abordagem integral do sofrimento (físico, emocional, social e espiritual) para proporcionar dignidade e bem-estar (Pizze; Murakami, 2013). São ações inerentes à equipe multidisciplinar, dentre outras possíveis:
a) oferecer todos os cuidados paliativos disponíveis que assegurem higiene, conforto físico (tratamento e alívio da dor), psíquico, social e espiritual (palavras de otimismo, fé, momentos de orações, refúgio espiritual), respeitando a vontade, cultura, crenças, religião e valores da pessoa e de seus entes queridos (Batista et al., 2022);
b) amparar a pessoa em perspectiva humanizada para aliviar o sofrimento físico, social, psíquico, emocional e espiritual, proporcionando um suporte abrangente e compassivo até o final da vida (Perez et al., 2024);
c) criar um clima de confiança e um ambiente de cuidados o mais agradável possível, em respeito à dignidade e ao menos sofrer (Almeida et al., 2024);
d) manter comunicação clara, sincera, afável, e escuta ativa (Gonçalves et al., 2024);
e) orientar sobre bons hábitos de sono, higiene, alimentação, conservação de energia, medicação, manutenção da saúde e prevenção de lesões (Souza, M. et al., 2022);
f) empregar técnicas farmacológicas e não farmacológicas (Araújo et al., 2025);
g) ao ajudar a prolongar a vida do paciente, acompanhá-lo ao morrer, de forma que a morte não se torne um ato solitário, impessoal, desumano (Leão; Lopes, 2020);
h) ter participação ativa no processo de morte, sua concretude e luto, o que implica aceitar a finitude, oferecer guarida ao paciente e seus familiares, vínculo afetivo e confiança, segurança, otimismo, resiliência, respeito às demandas e às crenças do paciente e da família (Pizze; Murakami, 2013; Inca, 2021; Sampaio; Oliveira, 2024).
Além disso, devem ser consideradas medidas lenitivas não farmacológicos, como cuidados corporais (limpeza, proteção, hidratação); cuidados para prevenir lesões de pele e recuperação; assegurar ambiente tranquilo para o descanso; auxiliar no toque terapêutico; dar abertura para escutar, falar e compreender, acolher, possibilitar a presença de outros e compartilhar emoções ou silêncios (Pizze; Murakami, 2013; D’Alessandro; Pires; Forte, 2020).
Destacam-se, também, algumas práticas integrativas e complementares, muitas delas incorporadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). São abordagens terapêuticas transversais em busca do cuidado integral, humanizado e focado no bem-estar físico, mental, emocional e social do paciente (Soares; Girondoli, 2021). Quando possível, integrar abordagens como: Ayurveda, Reiki, aromaterapia, acupuntura, trabalho com o humor e o riso, terapia de apoio, massagens terapêuticas, terapias com aplicação do frio e calor, posicionamento e alongamento corporal, TENS (Transcutaneous Electrical Nerve Stimulation – Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea, método não invasivo e não medicamentoso para alívio da dor crônica ou aguda), entre outras (Amado et al., 2017; Inca, 2021; Patel et al., 2025).

A inclusão do familiar na assistência em cuidados paliativos objetiva oferecer suporte emocional, informacional e espiritual ao paciente e contribuir para a adaptação diante da progressão da doença e do processo de luto antecipatório quando a doença não possibilita mais a remissão, quer em casos terminais, quer em doenças crônicas com sintomas persistentes e baixa estimativa de vida (Silva et al., 2025).

Atuação do psicólogo como paliativista
A prática dos cuidados paliativos envolve, essencialmente, uma abordagem multidisciplinar em assistência harmônica que priorize qualidade de vida, alívio do sofrimento e dignidade. Ao oferecer escuta qualificada, apoio emocional e mediação entre paciente, família e equipe, a atenção do psicólogo está voltada para amenizar e controlar os sintomas de ordem física, psicológica, social e espiritual, sem a pretensão de buscar a cura. Trata-se de oferecer ao paciente e família conforto o mais amplo possível enquanto vida houver (Ferreira; Lopes; Melo, 2011; Furlan et al., 2025).

O acolhimento psicológico em cuidados paliativos é atendimento holístico que respeita e valoriza a humanização da pessoa e lhe oferece suporte integral: o paciente é um ser biográfico mais que um ser simplesmente biológico e deve ter seus desejos e necessidades respeitados, ter melhorado o curso da doença e prolongada sua sobrevida com dignidade (Matsumoto, 2012).

O psicólogo atua para facilitar a compreensão do paciente sobre sua condição e dar alívio a seus sofrimentos e angústias, tratamento da dor e outros sintomas de natureza física, psicossocial e espiritual ante a impossibilidade de tratamento curativo da doença (Leão; Lopes, 2020): à falta de perspectiva e de sentido do existir, busca amenizar as dores emocionais e psíquicas, respeitando seu tempo de aceitação da finitude da existência quando a morte se aproxima (Rios, 2009; Rezende; Gomes. Machado, 2014; D’Alessandro et al., 2023).

É complexa a atuação psicológica nesse contexto, marcada pela transição do papel puramente técnico para o de mediador emocional e suporte sistêmico (Ferreira; Lopes; Melo, 2011; Neves; Souza; Krause, 2025). Pacientes em cuidados paliativos são pessoas fragilizadas pela doença em estágio final, pelo mal-estar, desesperança e falta de perspectiva de continuidade da vida. Impactada pelas rupturas com o seu cotidiano, sentem-se desamparadas, confusas com a situação, ansiosas, ameaçadas em sua integridade, vulneráveis, e carecem sobremaneira de atenção psicológica.

Cabe ao psicólogo, como membro da equipe multidisciplinar, trabalhar em atividades diversificadas que contemplem uma visão ampla no campo da mente, das vivências e expressões do corpo: o psicólogo não olha somente o paciente, mas também sua família e a própria equipe que atende e acompanha o processo (Gazotti; Cury, 2019). Tem como principal função auxiliar o paciente a enfrentar o sofrimento psicológico e ajudá-lo a lidar com sentimentos de medo, tristeza e angústia existencial, e encontrar um sentido e propósito durante essa fase (Neves; Souza; Kraus, 2025).

Nesse ambiente, o profissional psicólogo não é apenas um técnico, mas um mediador emocional inserto no sistema paciente-família-equipe com quem compartilha o sofrimento, a ansiedade e a incerteza frente à morte esperada. Trabalha nas abordagens de “prevenção e controle de sintomas, intervenção psicossocial e espiritual, paciente e família como unidade de cuidados, autonomia e independência […], como princípios norteadores do trabalho em cuidados paliativos” (Edington; Aguiar; Costa e Silva, 2021, p. 399).

O psicólogo lida com a irreversibilidade da doença, o luto, a finitude da vida. Também padece e, embora não esteja sozinho em todo o processo e compartilhe esse momento com a família e a equipe de saúde, tende a sentir-se impotente e enfrentar desgaste emocional significativo diante da impossibilidade de cura. O convívio com esse ambiente afeta diretamente sua vida e gera sentimentos de frustração, revolta e fracasso, culpa e esgotamento, o que pode tornar seu trabalho desmotivador, sem sentido, infrutífero (Araújo; Silva Júnior; Corrêa, 2025; Neves; Souza; Krause, 2025). Eis, pois, que, em decorrência de sua atuação como paliativista, também necessita de cuidado para bem exercer suas funções de maneira profissional e ética.

É fato que os profissionais de saúde estão vulneráveis ao esgotamento psíquico por lidarem com o cuidado de pacientes, sobretudo aqueles em condições de paliação, e vivenciarem situações diárias de sofrimento, angústias e desesperança. Vivem uma exposição constante ao sofrimento alheio, em condições de trabalho desafiadoras que geram cansaço, sentimentos de fraqueza e desencanto (Silva Júnior et al., 2022). Contudo, a equipe pode beneficiar-se do comportamento e das atitudes do profissional da psicologia ao buscar resiliência diante do luto antecipatório, espelhando-se em atitudes de respeito pela pessoa do paciente diante dos problemas, desconforto, dor e necessidades especiais de difícil alcance, como a busca de autonomia ou de independência (Ferreira et al., 2011; Oliveira et al., 2025).

Nesse universo, a comunicação é fundamental para um atendimento efetivo ao paciente e familiares, de forma a contribuir para estruturar um plano de cuidados centrado no paciente: ao estabelecer vínculos, pode ofertar apoio psicológico positivo e crucial nesse momento para promover a aceitação do processo de morte, facilitar o ajustamento psicológico do paciente e sua família e proporcionar-lhe uma sobrevida digna, com qualidade (Rezende; Gomes; Machado, 2014; Neves; Souza; Krause, 2025).

O psicólogo se faz presente para ouvir o doente terminal e atender à demanda da vida em uma abordagem humanista e ética: não trata a vida como morte, nem as pessoas como coisas, nem a impossibilidade de cura, mas zela pelo cuidado e atenção, considerando a autonomia do paciente enquanto vivo estiver (D’Alessandro et al., 2023), isto é, viver com mais consciência enquanto há tempo, valorizando a vida, com dignidade, empatia, aceitação incondicional, longe de pensar em que não há mais o que fazer (Inca, 2021; Araújo; Silva, 2026).

O acompanhamento terapêutico, primordial durante o luto antecipatório, é capaz de construir um espaço seguro para que o sujeito expresse suas emoções e receba apoio psicológico necessário: a terapia ajuda a “normalizar as reações de luto, fornecendo ferramentas para lidar com a dor emocional e auxiliando na preparação para a perda definitiva” (Batista; Cardoso, 2024, p. 4072).

O luto antecipatório, ao acolher emoções, facilitar despedidas e reestruturar a rotina, tem, no acompanhamento terapêutico e psicológico, importante ferramenta que inclui abordagens diversas para um enfrentamento saudável, como terapia cognitivo-comportamental (TCC), terapias de grupo e abordagens integrativas (mindfulness – atenção plena, foco no momento presente de forma consciente e sem julgamentos), terapia familiar e cuidados paliativos, escuta ativa (acolher o sofrimento, medos e fantasias do paciente, amenizar angústias e facilitar a expressão de desejos) e práticas baseadas em evidências, dentre outras, no sentido de reduzir o sofrimento, melhorar a comunicação familiar e prevenir um luto difícil ou complicado após a perda real (Batista; Cardoso, 2024; Perez et al., 2024).

Contar com suporte profissional (psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais) no luto antecipatório é essencial para acolher o desabafo e prevenir exaustão emocional, permitindo à pessoa viver e experimentar a perda ainda que ela não tenha ocorrido de fato: este luto possibilita despedidas, solução de pendências, início da construção de novos significados, identidades e novas relações (Braz; Franco, 2017). Ao desenvolver seu trabalho na fase final de vida e luto de uma pessoa, o psicólogo se alinha à equipe de cuidados na comunicação e na boa assistência, empresta sua voz ao paciente na expressão das expectativas para continuar vivo, na tentativa de aliviar dores e sofrimento, expressar desejos, medos e fantasias e reconstruir emoções partidas e perdidas (Sampaio; Oliveira, 2024).

O profissional deve empregar, sobretudo em cuidados paliativos, uma comunicação terapêutica clara e assertiva que traduza atenção, compaixão e apoio emocional, compartilhe significados de ideias, pensamentos e propósitos e auxilie a identificar as dimensões do sofrimento. A boa comunicação vai além de palavras e seu conteúdo e contempla a escuta, o olhar, a postura ética e o contato humano dirigidos ao paciente em fase terminal: uma comunicação aberta e ativa, que abriga confiança e vínculo com o paciente e a família (Costa, 2021).

O psicólogo deve, contudo, cuidar de não invadir o percurso do tratamento, mas facilitar o processo de integração do paciente, da família e da equipe; manter foco no doente (não na doença) e na melhoria da sua condição de vida, sem o prolongamento infrutífero do seu sofrimento no processo de morte por uma obstinação terapêutica (D’Alessandro; Pires; Forte, 2020; Sampaio; Oliveira, 2024); negar-se a aplicar terapias, medidas e procedimentos fúteis que apenas servem para prolongar a vida artificialmente, sem melhorá-la, prorrogando o sofrimento do sujeito adoecido (Ferreira; Lopes; Melo, 2011; Braz; Franco, 2017; Leão; Lopes, 2020; Inca, 2021).

Em cuidados paliativos, o psicólogo tem por foco disponibilizar suporte psíquico, emocional, social e espiritual a pacientes em estado terminal e a seus familiares. Seu papel é norteado pelo acolhimento da finitude, pela escuta qualificada e pela humanização do cuidado que constitui a essência das estratégias para a paliação, reconhecendo cada um como um ser único, com histórias, medos e esperanças singulares (Perez et al., 2024). Por fim, busca incrementar a qualidade de vida e bem-estar de pacientes com doenças ameaçadoras da vida e seus familiares, priorizando o acolhimento, o alívio do sofrimento psicológico/espiritual e a aceitação da finitude da vida (Furlan et al., 2025).

Ao integrar equipes multiprofissionais, o psicólogo torna-se mediador entre todos (pacientes, familiares e profissionais de atendimento), visando a um cuidado integral e integrado. Ao ofertar suporte emocional aos envolvidos, promove engajamento no cuidado e elaboração do luto, a integralidade de vida e o respeito à dignidade. Neste sentido, exerce papel vital por oferecer escuta qualificada, prevenir o luto complicado e humanizar a terminalidade.

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