

O Brasil tem registrado expressivo aumento na adoção de animais de estimação, considerada um ato nobre, louvável, capaz de mudar o bem-estar do animal adotado ao lhe oferecer guarida e proteção. Vieira (2019) advoga existir um crescente número de animais de estimação, principalmente de cães e gatos, em lares de todas as classes sociais. Paradoxalmente, também se tem assistido a um aumento do abandono desses animais que perambulam em situações de vulnerabilidade pelas ruas e espaços abertos e vazios especialmente em ambientes urbanos. Assim expostos, podem transmitir zoonoses como raiva, parasitoses e leishmaniose, provocar acidentes, proliferação descontrolada com ameaça à biodiversidade, à ecologia, à economia e ao bem-estar humano e animal (Alves et al., 2013).

Esta situação torna-se compromete a higidez do animal, mormente os animais de vida livre, que enfrentam abandono, agressões, maus-tratos e outros desafios como o medo, frio, fome, sede e possíveis doenças. Tal realidade requer a formulação de políticas públicas eficazes com foco: a) na educação ambiental, animal e guarda responsável, na importância da Saúde Única com a interconexão entre saúde humana, animal e ambiental; b) no controle populacional de animais por meio de estratégias éticas, como castração ou esterilização e emprego de métodos como o CED – Captura, Esterilização, Destinação (Melo et al., 2024), controle de natalidade e manejo populacional, para reduzir o número de animais errantes, superpopulação e doenças (Mello, 2024). Para um gerenciamento mais eficiente do abandono de animais, é necessário priorizar ações preventivas com foco no bem-estar animal e populacional, nos impactos socioambientais e da biodiversidade decorrentes da falta de controle populacional, com prejuízos à saúde pública e bem-estar animal.
A legislação brasileira combate e criminaliza os maus-tratos ou abandono de animais. A lei referenda: a pessoa que “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos” se sujeita a punições determinadas, bem como “incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos” (Brasil, 1998, art. 32, § 1º). A Lei Federal nº 14.064/2020 (Brasil, 2020, art. 1º) alterou a Lei n. 9.605/98 “para aumentar as penas” para o crime de maus-tratos aos animais quando se tratar de cão ou gato.
A adoção é motivada por razões diversas, como: aumento do tempo livre para cuidar, necessidade de companhia nos momentos de isolamento social, conforto terapêutico, forma de lidar com o estresse e a ansiedade sem perder de vista que a adoção implica responsabilidades em relação ao animal adotado. A adoção de um pet é capaz de minimizar sensações desfavoráveis como o medo e a solidão, e a convivência com animal de estimação cria a sensação de esperança, vínculo e segurança capazes de proporcionar aumento do bem-estar. Para Alves e Steyer (2019, p. 137), a presença de animais “também pode promover a redução de sintomas depressivos pela proximidade e sensação de conforto que o animal proporciona”.
Com frequência, donos de animais de estimação relatam níveis mais elevados de felicidade e níveis mais baixos de depressão, ansiedade, estresse, solidão e outros sintomas psicológicos (Gonzatti et al., 2021) do que pessoas que não possuem esses animais. Uma das principais formas de os pets melhorarem o bem-estar subjetivo é a companhia: eles oferecem amor incondicional àqueles que os tratam com carinho, uma conexão genuína, honesta, solidária e autêntica com os humanos (Roz; Salles; Longo, 2025). Sua presença proporciona estabilidade emocional e sensação de segurança, reduz a depressão e a solidão e atua como catalisador social facilitando a interação humana: cuidar de animais de estimação evoca sentimentos de empatia, cuidado, responsabilidade e aumenta a satisfação com a vida (Silva et al., 2025).
A convivência com animais de estimação vai além da companhia e diversão: atuam como agentes promotores da saúde física e mental, de ganhos físicos, psicológicos, emocionais e educacionais (Araújo et al., 2022). Fortalecem a saúde mental e são capazes de estabelecer fortes vínculos emocionais recíprocos com os humanos. Auxiliam no desenvolvimento de habilidades motoras e no exercício de responsabilidades; são um facilitador social e agente tranquilizador, na expressão de emoções, atuam como objeto de apego e fonte de suporte social.
A vida humana, compartilhada com os animais, traduz uma forma diferenciada de existência que satisfaz as necessidades de grupos específicos de pessoas, cuja interação pode trazer benefícios ao ser humano em situações especiais e momentos importantes da vida, como a infância, a adolescência, o divórcio, a viuvez e a velhice (Gonzatti et al., 2021). Trata-se de uma das relações mais fortes e consistentes que proporciona inúmeros benefícios à saúde física e mental humana, tanto que, nos dias atuais, é comum se verem pessoas compartilhando suas vidas com seus animais de estimação em uma coexistência harmônica no mesmo ambiente familiar, mantendo uma relação equilibrada e respeitosa (Andrade; Berto, 2023).
Mais do que companheiros, os animais de estimação desempenham papel significativo na saúde mental e no equilíbrio emocional e psicológico de seus tutores (aqui se usa “tutor” por se entender que, culturalmente, o termo implica uma relação de responsabilidade e cuidado em vez de apenas propriedade). Eles oferecem apoio emocional, afeto e uma sensação de propósito e companheirismo, sobretudo em momentos de desafio; reduzem a solidão, a ansiedade e incentivam a atividade física, trazendo benefícios, como a liberação de hormônios e o estímulo à socialização.
Além disso, cuidar de um animal de estimação contribui para fortalecer vínculos e sentimentos positivos como alegria, afeto, constituindo-se verdadeiro aliado da saúde mental (Andrade; Berto, 2023). A interação carinhosa de humanos com animais de estimação é responsável por estimular a produção de endorfinas (analgésico natural/euforia), dopamina (recompensa/motivação), serotonina (bem-estar/humor) e oxitocina (amor/conexão social), chamados “hormônios da felicidade” e conhecidos por promoverem a sensação de prazer e bem-estar psicológico e fisiológico. Quando liberados pelo cérebro por meio de atividades físicas, sol, boa alimentação, abraços e momentos prazerosos, viabilizam sensações de alegria, satisfação e bem-estar geral, regulando emoções e o sono (Austin, 2023). A produção de endorfinas ocorre naturalmente durante as atividades físicas (caminhadas, passeios, brincadeiras) e momentos de carinho e interação, com impactos positivos no humor dos tutores e no combate aos sintomas de depressão e ansiedade.
Deve-se considerar que a socialização é beneficiada quando se está em ambientes abertos (parques, jardins, bosques, ruas arborizadas, áreas públicas): além de provocarem a sensação de relaxamento, bem-estar e coesão social, esses espaços possibilitam o contato com tutores de outros animais, a criação de novas amizades e a expansão das redes sociais que atuam como fator fundamental para a saúde mental e emocional (Sancho-Pivoto; Raimundo, 2022).
A convivência entre homens e animais preenche os espaços familiares com mais afeto, alegria e equilíbrio e oferece companhia: o pet fortalece a saúde humana com sua presença constante e carinho incondicional, proporciona conforto e apoio emocional e aumenta a sensação de responsabilidade, pertencimento e conexão social (Giumelli; Santos, 2016; Andrade; Berto, 2023).
Responsabilidade e abandono
A adoção de animais de estimação destaca o sentido de responsabilidade de forma a se evitar o abandono futuro. Responsabilidade é referida como “posse responsável”, “adoção consciente” e afeta diretamente o bem-estar animal e a redução do abandono. A “responsabilidade de cuidar de outro ser vivo ajuda a desenvolver a empatia e o senso de cuidado nas crianças. Dessa forma, os animais de estimação reforçam a aprendizagem e motivam as crianças, estabelecendo vínculos afetivos profundos e significativos” (Silva et al., 2025, p. 3). É fundamental ter em mente a promoção da guarda responsável do animal: quando se considera um gato ou um cão como um membro da família, eles devem ser bem cuidados até o final da vida. Este zelo faz de tutores e veterinários os sentinelas da saúde do animal.
A proteção aos animais e o respeito a seus direitos têm sido sistematicamente violados por “negligência, omissão e imprudência da sociedade em confrontar e erradicar os atos de crueldade praticados contra eles, agravadas pela ineficácia das leis que os protegem” (Ribeiro et al., 2025, p. 2-3). São criaturas sencientes, capazes experimentar sensações subjetivas como alegria, prazer, felicidade, sofrimento, dor, medo e outros estados emocionais. São sensíveis, emotivas, afetivas, receptivas como os seres humanos. Eis por que têm direito à dignidade e à vida, ao respeito e à proteção, haja vista que esses animais são incapazes de autodefesa contra as maldades do ser humano, do qual dependem em alto grau (Silva; Ataíde Júnior, 2020).
O abandono de animais de estimação à sua sorte em grandes centros urbanos, ruas, praças, parques e outros espaços públicos é fenômeno mundial que se agrava em países emergentes devido a falhas em políticas públicas, carência de controle populacional e ausência de conscientização da comunidade para assumir a guarda responsável desses animais. Dessas falhas resulta o aumento indiscriminado de proles sucessivas em situação de rua.
São evidentes os impactos negativos do abandono: transmissão de zoonoses, agressões a pessoas e outros animais, ataques à biodiversidade, predação ou competição com espécies nativas, riscos aos próprios animais domésticos em situação de rua, como atropelamento, envenenamento e maus tratos. O crescente número de animais abandonados e errantes ainda induz o nascimento de novas populações de animais e maior propagação de doenças, o que se torna um grave problema de saúde pública para os humanos e os animais (Alves et al., 2013).
Monteiro (2025) identifica outros efeitos sanitários negativos decorrentes da irresponsabilidade e do abandono de animais: como reservatórios ambulantes de doenças, propagam enfermidades que representam riscos à saúde humana e animal; insegurança urbana e risco de acidentes de trânsito; predação de espécies da fauna silvestre local, alterando o equilíbrio ecológico / ambiental e gerando conflitos entre população e os órgãos fiscalizadores; repercussões sociais e econômicas a exigirem maior investimento em serviços de captura, manutenção em abrigos e atendimento veterinário, engendrando sobrecarga para as secretarias de saúde e meio ambiente.
Na perspectiva humana, ao cuidarem de um animal de estimação, crianças e adultos aprendem a desenvolver e reverberar a empatia, a responsabilidade e habilidades sociais: cultivam o senso de responsabilidade, estimulam o cuidado, promovem práticas saudáveis, fortalecem o afeto, criam um vínculo emocional mútuo e estimulam o respeito e o cuidado com os animais. Esses aspectos reforçam a importância do bem-estar animal e a sensibilização das pessoas, de questões éticas e sociais, da consciência crítica e solidária (Picoli; Fernandes, 2024).
Crianças que convivem com animais de estimação se “tornam mais afetivas, solidárias, sensíveis, com maior senso de responsabilidade, e compreendem melhor o ciclo vida-morte” (Giumell; Santos, 2016, p. 50). Adultos e Idosos há que, por afeição ou senso de responsabilidade, tratam os animais de estimação mais como membros da família do que propriamente como animais de estimação (Mendes et al., 2018;). Um animal de estimação, quando adotado na velhice, é capaz de promover afeto, consolo, alívio e conforto diante de perdas e mudanças, comuns nessa etapa da vida; permite ampliar a autoestima, ativar a convivência social e a sair do sedentarismo e, assim evitar a obesidade pelos exercícios físicos (Soares, 2021).
Além da perspectiva do homem, devem ser considerados os benefícios e malefícios na perspectiva do animal de estimação na relação homem/animal (Giumelli; Santos, 2016). O animal oferece conforto e intimidade, companhia e suporte social; é um facilitador social; revela amor incondicional, ajuda o humano a desenvolver a autoestima e a interação social, a remediar desordens psicológicas e fisiológicas, a prolongar a vida; auxilia na conexão humana com a natureza (Ramalhais et al., 2020). Essa relação, embora construída como afetuosa, pode, porém, basear-se em uma relação de autoritarismo, quando o humano decide sobre a liberdade do animal, o quantum de carinho a ser ofertado e decisões nefastas sobre a reprodução. Contudo, não importa a condição, tem-se que primar pelo carinho, respeito e responsabilidade sobre o animal como ser vivente e sensível (Couto; Medeiros, 2021).
Relação humano-animal e saúde mental
É certo que a convivência com animais pode trazer benefícios inúmeros ao ser humano e ao animal. Para o animal, a companhia humana provê comida, água, abrigo, cuidado e proteção contra perigos e riscos à vida. Para o humano, destacam-se os benefícios imateriais, como sensação de pertencimento, responsabilidade e obrigação, melhoria na qualidade de vida ao oferecer proteção e segurança, redução de sentimentos de solidão ou isolamento, aumento dos estados de felicidade.
Para os idosos, os animais de estimação figuram como extensão da própria família: manter um animal de estimação pode promover alívio e conforto diante de perdas e mudanças e melhoria na autoestima e autoconceito, estimular o carinho e a afetividade, despertar a prática de exercício físico (caminhadas, passeios) em pessoas obesas ou sedentárias (Giumelli; Santos, 2016). Para as crianças, essa convivência fortalece as relações afetivas, solidárias, sensíveis; incentiva o senso de responsabilidade e favorece a compreensão do ciclo da vida, do nascer ao morrer (Silva et al., 2025). Animais de estimação fortalecem vínculos e atributos como empatia, paciência, cuidado, sentido de generosidade, respeito, pertença, autonomia e princípios que ecoam em diferentes etapas da vida (Andrade; Berto, 2023).
Essas criaturas tem-se revelado valiosa fonte de suporte emocional (carinho, conforto e sensação de segurança) e à saúde mental. O vínculo homem-animal de estimação evoca inúmeros benefícios para o ser humano, como diminuição dos fatores de risco a doenças cardíacas, favorecimento da prática de atividades físicas, companhia incondicional nos momentos de tristeza, estresse, dor e isolamento social, estímulo à integração interpessoal e atenuação do sentimento de solidão (Vieira, 2019). Ainda: a sensação do toque afetuoso/afago e a interação física, naturais nos pets, são componentes fundamentais para o bem-estar e a conexão social a ambos. A dinâmica é recompensadora: demonstram segurança, amor, afeição, conexão emocional, modulação terapêutica e sentimentos de tranquilidade, felicidade, satisfação, elevando os níveis do bem-estar emocional (Andrade; Berto, 2023).
A convivência com animais de estimação é uma experiência enriquecedora, capaz de criar e proporcionar níveis elevados de felicidade e bem-estar, muitas vezes superiores a qualquer ganho material. Além dos vínculos emocionais, a proximidade com animais é fonte de relaxamento: a interação com pets libera endorfina que não apenas promove o relaxamento, mas também reduz os níveis de estresse e ansiedade. Brincar com um cachorro ou acariciar um gato induz o corpo a liberar endorfinas, diminui o cortisol e desencadeia uma resposta fisiológica positiva no corpo humano, resultando em diversos benefícios para a saúde mental, como sensação de calma, relaxamento, (auto)confiança, controle da ansiedade e rebaixamento da depressão, ensejando conexões sociais e emocionais (Faria et al., 2024).
Ao interagir com o animal (brincar, correr, caminhar), o corpo libera hormônios associados ao bem-estar e à redução do estresse, elevação do ânimo pela liberação de endorfinas (associadas ao prazer e ao bem-estar), induzindo relaxamento e sensação de conforto, que reforça o sistema imunológico. São três os principais hormônios envolvidos nessas interações (Andrade; Berto, 2023; Austin, 2023):
a) ocitocina, o “hormônio do amor” e do carinho: principal responsável pelo vínculo emocional entre pet e tutor (sensação de conexão profunda) e formação de laços sociais, promoção de comportamentos amorosos e afetuosos, confiança e empatia;
b) serotonina, ou “hormônio da felicidade”: regula o humor humano. A interação com o animal (brincar, caminhar) aumenta os níveis de serotonina, o que ajuda a combater sentimentos de ansiedade e depressão, a estabilizar o humor e gerar a sensação geral de felicidade e relaxamento, sensação de bem-estar e calma;
c) convivência com cães e gatos: reduz o cortisol, o principal “hormônio do estresse”, também associado ao comportamento agressivo; resulta em uma sensação de relaxamento e diminuição da ansiedade e da tensão.
A presença desses três hormônios vem ladeada por um quarto, a dopamina, ativado nas interações com animais de estimação e, junto com a ocitocina, serotonina e endorfina, forma o “quarteto da felicidade”. É um dos principais neurotransmissores capaz de inibir ou facilitar a expressão de emoções; regula o comportamento emocional e motivacional, modificando as respostas a estímulos ambientais (Monteiro, 2024). A dopamina é o hormônio da “recompensa” e do prazer, tem efeito ansiolítico não sedativo, promove sentimentos de satisfação e motivação e contribui para aumentar o humor e a sensação geral de felicidade durante e após a interação.
Considerado o melhor amigo do homem pela sua lealdade e dedicação, amor e vontade de agradar, o cão é particularmente importante para pessoas que dispõem de poucos ou nenhuns relacionamentos com amigos e familiares, como os idosos, deficientes mentais ou com reduzida capacidade de locomoção. Costa et al. (2009), Giumelli e Santos (2016), Soares (2021), Araújo et al. (2022), Francelino (2022) e Andrade e Berto (2023) aduzem que, entre os benefícios mais amplamente compreendidos e aceitos, imediatos ou em longo prazo, oferecidos pelas interações com animais de estimação, se incluem: terapias assistidas, equilíbrio e saúde mental, motivação à prática de atividades físicas (passeios, brincadeiras), estabilidade emocional (confiança, presença constante, apoio incondicional), senso de propósito e rotina fundamentais para a saúde mental e emocional dos idosos, aumento da autoestima, interação social com pessoas e outros animais (em passeios/caminhadas, visitas a parques), superação do isolamento, redução da frequência cardíaca e de risco cardiovascular (pressão ar¬terial e níveis de triglicerídeos), estímulo à responsabilidade e comprometimento com o animal (amor, atenção, cuidados médicos, garantia a uma vida saudável) e apoio emocional mútuo.
Andrade e Berto (2023, p. 301) afiançam que a influência dos animais de estimação nas vidas de seus tutores “vai além do apoio emocional cotidiano”, como na Terapia Assistida por Animais (TAA), e a “conexão única entre humanos e animais é aproveitada como uma ferramenta terapêutica poderosa”. O animal desempenha papel central no tratamento, impulsionado pelo profundo vínculo de amor e amizade compartilhado entre animal e “paciente” e, em diferentes contextos terapêuticos, torna-se eficaz por oferecer benefícios adicionais à saúde mental (Araújo et al., 2022). Em crianças portadoras do transtorno do espectro autista (TEA), a TAA demonstra eficácia como coadjuvante a outras intervenções terapêuticas, solidificando-a como alternativa viável para melhorar sua qualidade de vida e o bem-estar emocional, favorecendo sua aceitação social e inclusão (Nascimento et al., 2019).
A TAA impacta na melhoria das habilidades sociais das crianças, ajuda-as a interpretar sinais sociais para uma comunicação mais eficaz, reduz a ansiedade, produz avanços sensoriais importantes, cria um ambiente mais seguro e acolhedor e encoraja avanços na comunicação e o engajamento social (Francelino, 2022; Batista; Morais, 2025). Na TAA, o animal torna-se parte integrante do trabalho terapêutico em saúde mental, estruturado para cada dificuldade ou deficiência. A TAA melhora a saúde e o bem-estar e permite desenvolver noções de confiança, responsabilidade, afetividade e empatia, paciência, autonomia e reabilitação de distúrbios físicos, comportamentais, mentais e de neurodesenvolvimento (como o TEA); é capaz de prevenir estados depressivos e patologias cardiovasculares (Araújo et al., 2022; Baylão; Almeida; Prudenciatti, 2024; Batista; Morais, 2025).
Para o ser humano, os benefícios psicológicos da convivência com um pet são evidentes: redução do estresse, ansiedade, depressão (pela interação cariciosa com o animal) e pressão arterial; liberação de endorfinas, combate à solidão e ao isolamento social, estímulo à empatia e à responsabilidade, aumento da autoestima e felicidade, comunicação baseada em sentimentos (baseada em amor incondicional e sentimentos puros); relação harmoniosa centrada nas necessidades do animal (tratar o animal como animal e não como um “mini-humano”); troca genuína de projeções afetivas (Vieira, 2019). Para pessoas idosas, em momentos de perdas e mudanças, o animal de estimação pode promover alegria, alívio e conforto, suporte ao sofrimento e à desesperança, estímulo à autoestima e à confiança (Giumelli; Santos, 2016).
Para os idosos, um animal de estimação transmite afeto, companheirismo, atenção e se estabelece uma relação mútua, com benefícios mútuos (Roz; Salles; Longo, 2025). O simples fato de cuidar de um animal, alimentá-lo, levá-lo a passear e atendê-lo em suas necessidades diárias cria a sensação de propósito e motivação, restabelece a responsabilidade diária e a formação e manutenção de uma rotina, o que evita o isolamento social e o tédio. Ao cuidar de um animal, a pessoa idosa se obriga a sair de casa, praticar uma atividade física (passear ao ar livre), o que favorece o contato com outras pessoas (socialização) e a interação social, reduz o risco de solidão e aumenta o sentimento de pertença a uma comunidade.
Um animal de estimação pode preencher o que em Psicologia se denomina “ninho vazio” – fenômeno emocional em que pais sentem tristeza excessiva, solidão e perda de propósito ou quando os filhos deixam o lar em busca de independência, autonomia, administração da própria vida, casamento. Esse afastamento do lar tende a agravar os riscos de depressão e ansiedade – o que demanda a adaptação a novas atividades, apoio social e mesmo terapia para formar um novo sentido e rotina (Andrade; Nunes; Lopes Júnior, 2024).
Além de evitar a possibilidade da síndrome do ninho vazio, a adoção de animais por idosos é alternativa que auxilia a reduzir o estresse e a pressão arterial, aumentar a interação social e atividade física, ativar a memória e a concentração. É capaz de preencher uma vida incrivelmente estéril e solitária pela distração saudável, mesmo diante de algumas desvantagens de sua presença (Mendes et al., 2018): a companhia silenciosa do animal proporciona uma sensação de conforto e segurança, a socialização, a promoção do senso de propósito e rotina, impactos positivos na saúde mental e cognitiva, diminuição do risco de demência, combate ao sedentarismo; gera mais alegria e qualidade de vida e fortalece o sistema imunológico (Costa et al., 2009; Souto et al., 2019; Soares, 2021; Roz; Salles; Longo, 2025).
Soares (2021, p. 20) realça a formação de laços afetivos e relações de apego no cuidado com animais de estimação, diante do afeto e sentimentos de pertencimento e filiação. A interação humano-animal é positiva para humanos e animais que aprendem a reconhecer as expressões emocionais dos humanos e a agir de acordo com o estado da pessoa com quem convive. Esta é a razão por que o cão doméstico é considerado como amigo, irmão, filho – um membro da família: a ele são atribuídas subjetivações típicas do psíquico humano, tais como sentimentos, pensamentos e motivações. Muitas vezes, animais de estimação substituem o lugar das crianças nas famílias e respondem a diversas expectativas afetivas, como segurança, necessidades emocionais, vínculo e companhia (Mendes et al., 2018).
Riscos e desafios da adoção
A despeito dos aspectos positivos evidenciados na convivência do humano com o animal de estimação, potenciais riscos podem emergir dessas interações. É, pois, fundamental adotar medidas preventivas para mitigar a transmissão de doenças infectoparasitárias e crônico-degenerativas que grassam e persistem na sociedade atual (Costa et al., 2009). Souto et al. (2019) reportam que o convívio com cães de companhia, apesar dos inúmeros benefícios à saúde de seus tutores e familiares, expõe aspectos negativos, com menor ou maior potencial lesivo, dependendo do perfil específico das pessoas que detenham a guarda de um cão de estimação.
No caso de idosos, o convívio domiciliar com cães de estimação é bastante benéfico à sua saúde mental e bem-estar (Souto et al., 2019; Soares, 2021), embora seja necessário bem avaliar as interferências em casos específicos dessa população, como a existência de algum comprometimento grave da imunidade, alta sensibilização a pelo de animais ou riscos aumentados para quedas e outros riscos, já que os idosos, naturalmente, são um grupo populacional propenso a adoeci-mento e agravos inerentes à idade. Ademais, os benefícios à saúde estão diretamente relacionados ao apego do indivíduo com o animal, e apenas manter um animal de estimação não representa qualquer impacto positivo sobre a saúde do ser humano (Vieira, 2019).
Os riscos e desafios que a responsabilidade pelo cuidado de um animal impõe às pessoas, especialmente idosas e aquelas com deficiência ou com limitações físicas ou cognitivas incluem: prevenção ao abandono (doméstico, como deixar o pet sozinho por longos períodos), altos custos financeiros (veterinário, alimentação), renda limitada do tutor (dificulta a manutenção e cuidado), saúde animal (vacinação, vermifugação, doenças, riscos de zoonoses), questões de saúde dos tutores (alergias, arranhões, mordidas), comportamento (socialização, estresse, reatividade), envelhecimento animal (cuidados paliativos, dependência), sofrimento emocional com doenças e perda do animal (que tem uma vida mais curta), aspectos emocionais (luto), responsabilidade (atenção constante e planejamento para garantir bem-estar e qualidade de vida ao animal), demandas de tempo e energia (passeios, treinamento, limpeza), restrições na vida social e a viagens e potenciais danos à casa (Costa et al., 2009; Couto; Medeiros, 2021; Roz; Salles; Longo, 2025).
Obradović et al. (2021) reverberam alguns desafios relativos aos cuidados que uma pessoa idosa deve superar ao manter um animal de estimação sob sua guarda: condições de saúde e declínio funcional (envelhecimento normal – tende a exacerbar alguns desafios associados aos cuidados com o pet); alterações das condições de saúde do tutor versus necessidades do animal (passeios, visitas ao veterinário); preocupação com a perda do animal; percepção de que cuidar do animal é tarefa árdua, tem custos financeiros para manutenção (alimentação, cuidados veterinários); medo de ter que abandonar o animal em caso de mudança. Caso tais desafios se tornem excessivamente custosos ao idoso, o bem-estar do tutor e do animal pode ser comprometido se o tutor não conseguir atender às necessidades básicas de ambos.
Logo, quando se consideram esses potenciais problemas, é essencial avaliar, de forma realista, os benefícios, desafios e o papel da tutela no cotidiano das pessoas. Otimizar os benefícios e minimizar os desafios contribui para a saúde e o bem-estar humano, de cuidadores e dos animais de estimação (Obradović et al., 2021). Se o compromisso diário com o animal é benéfico à saúde física e mental, também pode tornar-se uma sobrecarga se a pessoa não tiver apoio familiar ou social adequado, ou se o animal demandar cuidados especiais. Em qualquer situação, há que se garantir que o bem-estar do animal e da pessoa seja preservado, e a relação de ambos exista em equilíbrio (cuidados com o animal e necessidades e limitações da pessoa), de forma que a interação se torne fonte de prazer e não de estresse e preocupação.
Outras restrições diárias ainda se interpõem à manutenção desses animais, as quais envolvem aspectos psicológicos, emocionais, sociais e físicos. As deteriorações físicas e mentais do humano amplificam a dependência nas atividades diárias e limitam a assumpção da responsabilidade pelos próprios cuidados de saúde e pela saúde animal: sugere-se não assumir o cuidar do “outro” (do animal), quando se vive sozinho ou com poucos parentes próximos para suporte social – isso tende a acelerar o envelhecimento e agravamento de doenças. Assim, em vez de os animais serem fontes de conforto e companhia, podem tornar-se ônus, uma responsabilidade extra para quem possui mobilidade reduzida, carência de cuidados de saúde, necessidades pessoais ampliadas ou dificuldades financeiras. Por isso, antes de assumir os cuidados com um animal de estimação, há que se sopesarem os cuidados materiais e as questões emocionais e sociais envolvidas (Roz; Salles; Longo, 2025).
Riscos psicológicos e atuação da psicologia
Viver sem uma compa¬nhia humana incentiva interações sociais alternativas para o humano conseguir manter a saúde e a sensação de bem-estar. No entanto, essas interações, embora ofereçam algum conforto, são incapazes de substituir a conexão social no alívio de determinados agravos à saúde, sendo insuficientes para vencer o estresse geralmente asso¬ciado à solidão, abrindo espaços para a erupção ou agravamento de doenças físicas e psicológicas, com impactos negativos importantes na saúde física e mental (Andrade; Berto, 2023).
Dentre as alternativas, os animais de estimação suprem ausências, e a relação ser humano-ani¬mal talvez seja mais forte e mais profunda na velhice (Costa et al., 2009, p. 3). Tal relação se reveste de um caráter benéfico à medida que a companhia dos animais se conecta ao intercâmbio de vivências emocionais, psicológicas e físicas e à apreensão de subjetividades existentes no relacionamento psicoafetivo e social do convívio como fonte de conforto, suporte à estima (Faria et al., 2024). Em decorrência, a relação dinâmica entre humano e animal transforma-se em suporte psicossocial à pessoa, e a conexão emocional criada entre ambos lhe proporciona expressiva melhoria na qualidade de vida, restaura a autoestima, aumenta os estados de felicidade, reduz a solidão, minimiza os riscos à saúde, atenua as respostas psicológicas nocivas originárias de fatores estressores e revigora as funções físicas e a saúde emocional (Giumelli; Santos, 2016; Santos et al., 2023).
Apesar dos benefícios da convivência com animais de estimação para a saúde mental, o apego excessivo pode gerar riscos psicológicos, como dependência emocional, isolamento social e expectativas irrealistas sobre o comportamento do animal: a intensa ligação com esses animais pode levar o indivíduo a preferir sua companhia em detrimento de relacionamentos humanos. Para a psicologia, embora o apego a animais de estimação seja saudável, apegar-se excessivamente a eles pode estar associado a riscos de problemas psicológicos (como ansiedade, vulnerabilidade emocional, psicoses, dependência) e incorrer no risco potencial de isolamento social e dependência emocional, que podem redundar em problemas como depressão, frustração e negligência (Northrope et al., 2025).
Segundo Vieira (2019) e Brandão e Mônaco (2024), os potenciais riscos psicológicos gerados pelo convício com um pet podem assim ser resumidos: a) solidão e isolamento social (pet como substituto nas interações humanas do tutor, afeto investido no animal, deixando de alimentar relacionamentos com pessoas; b) luto intenso e prolongado diante da morte de um animal de estimação, intenso sofrimento, angústia e pesar; c) dependência emocional constituída pelo apego excessivo, animal como fuga a problemas de relacionamento ou traumas não resolvidos; d) projeção emocional: humanizar o pet pode levar o tutor a projetar seus sentimentos e ansiedades no animal, impedindo-o de lidar, de forma saudável, com suas emoções; e) estresse financeiro e de tempo: custos elevados com alimentação, veterinário, vacinas e cuidados tornam-se fonte de estresse financeiro, associado à gestão do tempo para garantir exercícios (passeios, caminhadas) e carinho.
Para o animal de estimação, devem ser considerados alguns impactos negativos que incluam sua saúde e bem-estar (Giumelli; Santos, 2016; Pacheco, 2022; Santos, 2022; Lopes et al., 2023: a) síndrome da ansiedade de separação e frustração, criadas pela dependência emocional no pet que sofre com a ausência do tutor (como destruir objetos); b) comportamento: excesso de mimos e cuidados levam à perda de instintos animais e prejudicam o normal desenvolvimento do pet que se nega, p.e., a se socializar com outros animais – cães humanizados sofrem porque não conseguem expressar seus comportamentos naturais e são cobrados como se fossem capazes de entender seres humanos; c) saúde: a humanização (antropomorfismo) leva a problemas de saúde e hábitos inadequados (alimentos humanos geram apatia, obesidade e outras doenças).
É, pois, importante manter um apego saudável, reconhecendo o animal como animal, com necessidades e comportamentos próprios da espécie, incluindo: a) respeito à liberdade do animal (com acesso a recursos como alimentação, proteção e vida livre) de forma a beneficiar sua saúde e bem-estar; b) passeios, caminhadas, brincadeiras e interação com outros animais; c) relação equilibrada e empatia: o pet não é substituto para relacionamentos humanos – amar e cuidar do pet é lhe dar uma vida de animal; d) apoio: rede de apoio ao pet, um círculo social e afetivo com outras pessoas que possam ajudar a lidar com o luto e evitar a solidão e o isolamento; e) ajuda profissional: se o apego excessivo ou o luto causarem riscos psicológicos, um profissional da psicologia está capacitado a ajudar a lidar com essas emoções (Alves; Steyer, 2019; Brandão; Mônaco, 2024; Hess; Cabral; Savalli, 2025).
Para a psicologia, a relação harmoniosa humano/animal de estimação se mantém como vínculo afetivo profundo que oferece múltiplos benefícios para a saúde mental e emocional, em conexão única em função do bem-estar de ambos, tutor e animal (Giumelli; Santos, 2016; Alves; Steyer, 2019; Andrade; Berto, 2023). O vínculo construído em torno da criação do pet passa a ser tão afetivo que ele se torna um integrante da família, sendo, frequentemente, tratado como filho: o humano tende, nestas condições, a ultrapassar as necessidades básicas do animal e cria um universo humanizado de consumo para seus pets (spa, hidratação de pele, acessórios, manicure canina). Da mesma forma, o animal passa a ser considerado um substituto ao filho que deixou a casa dos pais (um risco), passa a preencher o “ninho vazio” para combater sentimento de tristeza, sensação de inutilidade, fadiga, preocupação excessiva, ou mesmo uma separação dolorosa, oscilações de humor, depressão e fragilidade emocional (Mendes et al., 2018).
É fato que o animal necessita sentir-se acolhido e amado. Se o cão for o único animal de estimação da casa e permanece a maior parte do dia sozinho, sem interagir com seu tuto, pode experimentar a mesma condição de abandono, solidão, tristeza ou depressão: nesse caso, o tutor falha com o compromisso de brincar, passear, acariciar, dedicar atenção e carinho. A solidão, a dependência, a espera cotidiana pelo retorno do tutor o tornam carente e exigente de atenção.
Um animal solitário vive insatisfeito, propenso a desenvolver hábitos destrutivos e autodestrutivos e demonstrar um comportamento retraído, consternado, exageradamente excitação e vocalização semelhante a “gritos” ou gemidos. Há de se entender que esta manifestação pode estar vinculada à carência à qual o animal é submetido. A alegria se manifesta quando a interação com o tutor é consistente ou mesmo quando este não se ausenta diariamente de casa por muito tempo.
O compromisso com um animal de estimação ultrapassa os cuidados materiais (alimentação, saúde, guarda, proteção) e as manifestações de afeto. É crucial que o animal expresse sua real identidade e emoções acima das conveniências da vida humana, isto é, não se devem restringir as oportunidades de expressão da natureza inerente à sua condição, ao seu comportamento e a suas necessidades básicas, sem que coloque em risco sua saúde física e mental, longevidade e bem-estar. Enfatiza-se: a falta de estimulação e interação pode gerar depressão, tristeza profunda no animal de estimação e torná-lo entediado, frustrado, infeliz e adoecer.
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