


O Partido Social Democrático (PSD) deve formalizar nesta segunda-feira (30), em um evento na cidade de São Paulo, o nome do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como o escolhido da legenda para a disputa presidencial de 2026. A definição foi antecipada pelo presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, após um período de articulações internas que avaliavam diferentes perfis para liderar o projeto nacional da sigla. Caiado venceu a disputa interna após demonstrar maior prontidão para o cenário eleitoral e apresentar números favoráveis em levantamentos de intenção de voto, superando outras lideranças importantes do partido.
Até recentemente, o PSD trabalhava com outras duas opções de peso: os governadores Ratinho Júnior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. No entanto, o cenário mudou na semana passada, quando Ratinho Júnior decidiu retirar seu nome da corrida presidencial para focar em seus projetos políticos regionais no Paraná. Com essa desistência, a cúpula do partido concentrou as atenções em Caiado, entendendo que o governador goiano possui o vigor necessário para iniciar a pré-campanha de imediato e consolidar o palanque da legenda em nível federal.
Para cumprir os prazos eleitorais e se dedicar totalmente à campanha, Ronaldo Caiado deve renunciar ao governo de Goiás nesta terça-feira (31). O comando do estado será transmitido ao vice-governador Daniel Vilela (MDB), que já desponta como favorito nas pesquisas para a sucessão estadual. O grupo político de Caiado vive um momento de otimismo em sua base, já que a primeira-dama, Gracinha Caiado, também aparece com forte favoritismo em levantamentos para uma vaga no Senado Federal, o que garante a continuidade da influência do grupo em território goiano.
Por outro lado, o governador gaúcho Eduardo Leite, que também pleiteava a indicação, definiu seu futuro político após o desfecho favorável a Caiado. Embora houvesse especulações sobre uma possível candidatura ao Senado ou até a composição de uma chapa como vice, Leite descartou essas possibilidades. O político gaúcho afirmou que cumprirá seu mandato no Rio Grande do Sul até o último dia, sinalizando que não pretende disputar nenhum cargo eletivo no pleito de outubro, o que encerra as incertezas sobre sua participação direta na chapa encabeçada pelo PSD.








