

O primeiro balanço do programa Brasil Contra o Crime Organizado aponta que as ações integradas das forças de segurança do país causaram um forte impacto financeiro nas facções. Em apenas 30 dias de operação, o trabalho conjunto envolvendo policiais federais, estaduais e municipais gerou um prejuízo estimado em R$ 1,6 bilhão para as organizações criminosas. Os dados oficiais foram apresentados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e detalham os primeiros resultados da iniciativa lançada recentemente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além das perdas financeiras geradas com a desarticulação dos esquemas, a ofensiva nacional resultou na prisão de 7.961 suspeitos e na retirada de circulação de 82,5 toneladas de drogas em várias regiões do país. A estratégia de asfixia financeira contra os grupos criminosos também incluiu o bloqueio judicial de R$ 523 milhões em bens e patrimônios pertencentes aos investigados. Ao todo, essa primeira fase mobilizou quase 10 mil agentes de segurança pública, que atuaram de forma coordenada em 11 operações estratégicas e de inteligência.
De acordo com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, o programa inaugura um novo modelo para a segurança pública brasileira. O chefe da pasta destacou que o país está estruturando um plano de longo prazo e que o foco principal não é apenas realizar prisões isoladas, mas enfraquecer o poder econômico das quadrilhas, conter a entrada ilegal de armamentos e entorpecentes e devolver o controle de territórios vulneráveis para os cidadãos.
O programa Brasil Contra o Crime Organizado conta com um fundo total de R$ 11 bilhões em investimentos para estruturar as polícias e os setores de inteligência. Desse montante, R$ 1 bilhão é proveniente de verbas diretas do Orçamento da União, enquanto os outros R$ 10 bilhões serão repassados aos governos estaduais por meio de linhas de crédito e financiamento facilitadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).







