

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) disponibilizou para seus mutuários uma iniciativa chamada Novação, criada para renegociar e renovar os termos dos financiamentos de moradias populares. O objetivo do programa da empresa pública paulista é dar fôlego financeiro para que as famílias organizem suas contas e consigam pagar as prestações de maneira mais adequada à sua renda atual. A medida funciona como uma repactuação contratual completa, onde as condições antigas de pagamento são substituídas por um novo formato que traz mais previsibilidade e segurança para o orçamento doméstico.

O foco da ação é evitar que os moradores percam suas casas por falta de pagamento, oferecendo caminhos acessíveis tanto para quem está com prestações atrasadas e quer quitar os débitos quanto para quem está em dia, mas deseja conseguir parcelas mais baratas. Ao aderir, o cidadão consegue atualizar o valor das mensalidades de acordo com o que ganha, reduzir o saldo devedor total e até escolher pagar parcelas fixas que não sofrem aumentos até o encerramento do contrato. Nesta semana, uma unidade móvel da CDHU esteve na cidade de Tatuí para apresentar o projeto e realizar simulações de atendimento. A aposentada Maria Aparecida Cruz Cândido, de 65 anos e moradora de um conjunto habitacional local há mais de uma década, comemorou a oportunidade de colocar as contas em dia após ter sua dívida totalmente reformulada pela equipe técnica.
Para fazer a simulação das novas parcelas e solicitar a mudança no contrato, os interessados precisam apresentar uma série de documentos obrigatórios. A lista inclui um documento de identidade oficial com foto, os três últimos comprovantes de renda, o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), o extrato de benefício do INSS caso a pessoa seja aposentada ou pensionista, além das certidões que comprovem que não existem dívidas abertas de IPTU e condomínio do imóvel.


Essas facilidades fazem parte de um pacote de modernização da CDHU que passou a oferecer duas modalidades principais de parcelamento calculadas a partir dos ganhos de cada residência. Na primeira opção, a parcela consome até 20% da renda da família e sofre correções anuais baseadas no índice oficial de inflação do país. Já na segunda modalidade, o comprador compromete até 30% do rendimento mensal, mas garante parcelas com valores fixos que permanecem idênticos do início ao fim de todo o financiamento habitacional, garantindo que o trabalhador saiba exatamente quanto vai pagar ao longo dos anos.









