domingo, 14 de junho de 2026

Produtores têm até 14 de junho para atualizar cadastro de rebanhos e evitar bloqueios

Os pecuaristas e criadores de animais de todo o estado de São Paulo têm um compromisso importante com a sanidade animal na primeira quinzena deste mês. A Campanha de Atualização de Rebanhos do primeiro semestre, organizada pela Defesa Agropecuária — órgão ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento —, segue com prazo aberto até o dia 14 de junho. A medida é obrigatória e vai muito além dos bois e vacas. Devem registrar suas informações atuais os proprietários de búfalos, cavalos, burros, jumentos, porcos, ovelhas, cabras e aves, além de produtores de peixes e outros animais aquáticos, e criadores que trabalham com colmeias de abelhas e bicho-da-seda. Quem deixar de fazer a declaração corre o risco de sofrer punições administrativas e terá a propriedade bloqueada para a movimentação de animais, ficando impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal, documento indispensável para o transporte e a venda do rebanho.

Iniciada no dia 11 de maio, a mobilização já registra uma adesão positiva por parte dos produtores paulistas, com 55% de todo o rebanho do estado devidamente atualizado, somando todas as espécies contempladas. Os criadores de gado lideram o ritmo de envios das informações, alcançando a marca de 61,94% dos bovinos cadastrados até o momento. Para facilitar o processo, o Governo de São Paulo permite que o formulário seja preenchido de forma totalmente eletrônica por meio do sistema informatizado Gedave. Aqueles que preferirem o atendimento presencial ou precisarem de suporte técnico podem comparecer diretamente a uma das diversas unidades físicas da Defesa Agropecuária, cujos endereços oficiais de atendimento nas diferentes cidades estão disponíveis na internet.

Uma das grandes novidades que passou a valer a partir desta edição da campanha é a vinculação da declaração de bovinos e bubalinos ao Fundo de Defesa da Sanidade Animal Para a Pecuária, conhecido como Fundesa-PEC. Essa iniciativa funciona como uma espécie de seguro privado para os criadores do estado contra a febre aftosa. O fundo é abastecido financeiramente por taxas pagas pelos próprios produtores, sendo que o cálculo do boleto é feito proporcionalmente à quantidade de cabeças de gado informada no cadastro. Para este ano de 2026, a taxa de contribuição foi fixada em R$ 1,076 por cabeça de animal e, de acordo com o balanço mais recente das autoridades, a arrecadação já alcançou a expressiva cifra de R$ 6.465.312,68.

O recolhimento desse dinheiro tem um objetivo puramente preventivo e de proteção ao patrimônio do homem do campo. Caso seja descoberto algum foco de febre aftosa no território paulista, a Defesa Agropecuária precisa agir com extrema rapidez para isolar a fazenda e conter o avanço do vírus. Em cenários graves como esse, as regras sanitárias exigem o abate imediato dos animais infectados ou expostos para proteger o restante das criações do estado. É exatamente nesse momento de prejuízo que o Fundesa-PEC entra em operação, pagando uma indenização financeira justa ao produtor afetado. A existência desse mecanismo de proteção financeira garante que o governo estadual consiga dar respostas imediatas em crises de saúde animal, blindando a economia e a qualidade da carne produzida em São Paulo.

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