

A equipe responsável pelo documentário “Lula”, dirigido pelo cineasta norte-americano Oliver Stone e por Rob Wilson, negou categoricamente ter recebido qualquer tipo de recurso, patrocínio ou investimento do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A declaração foi feita em resposta a informações publicadas inicialmente pela coluna do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Em nota enviada à Folha de S.Paulo, os produtores classificaram os boatos como especulações e alertaram que pretendem tomar as medidas judiciais cabíveis contra o que chamaram de informações inverídicas.

A repercussão da notícia também movimentou os bastidores de Brasília. A Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República emitiu um comunicado oficial garantindo que nem o governo federal e nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitaram qualquer apoio financeiro a Vorcaro para a realização da obra cinematográfica. Lançado em 2024, o documentário acompanha a trajetória do petista desde o período em que esteve preso em Curitiba, em 2018, até sua vitória nas eleições presidenciais de 2022, tendo inclusive participado de exibições em eventos internacionais de prestígio, como o Festival de Cannes, na França.
A polêmica envolvendo o nome do banqueiro não ficou restrita ao filme sobre o atual presidente. A coluna de Lauro Jardim também indicou que Daniel Vorcaro teria financiado um documentário sobre o ex-presidente Michel Temer, intitulado “963 dias — A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos”, sob a direção de Bruno Barreto. No entanto, o produtor dessa obra, Elsinho Mouco, também veio a público para desmentir a informação, assegurando que nunca pediu dinheiro ao executivo do Banco Master para a realização do projeto que retrata a gestão do emedebista.







