

O produtor rural que registrar prejuízos na lavoura devido a problemas climáticos ou pragas precisará utilizar fotografias com localização por GPS para solicitar o seguro agrícola. A nova regra foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional e visa aumentar o controle sobre os pedidos de indenização do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária, o Proagro. De acordo com o Banco Central, a exigência de imagens georreferenciadas — que trazem as coordenadas geográficas exatas embutidas no arquivo — serve para comprovar que os danos apresentados realmente aconteceram dentro da propriedade segurada. Esse modelo de verificação visual começou a ganhar força no país após as graves enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.
Além do uso da tecnologia de localização, o governo definiu outra mudança importante para os casos de quebras graves na safra. A partir de agora, o valor de qualquer quantidade de alimento que o agricultor ainda consiga colher na área afetada será descontado do total da indenização final. O Banco Central explicou que esse endurecimento nas regras busca melhorar as contas e garantir a saúde financeira do Proagro, que hoje figura como o principal mecanismo público de proteção para o homem do campo no Brasil.
Apesar das exigências mais rígidas de fiscalização, a nova regulamentação trouxe uma boa notícia para o bolso do trabalhador rural. Como o monitoramento constante ajudou a reduzir os riscos de fraudes e prejuízos generalizados, o conselho conseguiu reduzir as taxas cobradas para a contratação do serviço. Na prática, tanto a alíquota que calcula o risco de perda de uma lavoura em determinada região quanto a taxa de adesão ao programa ficaram mais baratas, reduzindo o custo médio do seguro para a grande maioria dos agricultores do país.


As novas diretrizes e tabelas de preços foram recalculadas para refletir com mais precisão a realidade de cada tipo de cultivo e as condições climáticas de cada região brasileira. O novo regulamento entrará em vigor para todos os financiamentos rurais contratados no âmbito do programa. Financiado por recursos do governo federal e pelas taxas pagas pelos próprios segurados, o Proagro busca, com essas atualizações, garantir sua sobrevivência a longo prazo e continuar oferecendo proteção financeira para a produção de alimentos no país.







