


A produção da indústria brasileira registrou uma ligeira recuperação de 0,2% na passagem de junho para julho, interrompendo uma sequência de dois meses consecutivos de retração. Com esse resultado, o setor industrial acumula um crescimento de 1,1% ao longo de 2026 e uma expansão de 0,6% nos últimos doze meses. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Industrial Mensal (PIM).

Apesar do sinal de reação no ritmo mensal, a atividade industrial apresentou queda de 0,5% em comparação com julho do ano passado, enquanto o indicador de média móvel trimestral encolheu 0,8%. O avanço acumulado em doze meses também sinaliza uma leve desaceleração no ritmo de crescimento quando comparado ao resultado consolidado até junho. Com o desempenho de julho, o parque industrial do país situa-se 2,1% acima do nível verificado antes do início da pandemia de covid-19, embora ainda permaneça 15% abaixo do pico histórico registrado em maio de 2011.
A recuperação no mês foi impulsionada por três das quatro grandes categorias econômicas analisadas, com destaques para a fabricação de bens de consumo duráveis, que avançou 3,2%, e a produção de bens de capital, com alta de 2,4%. Das 25 atividades acompanhadas pelo instituto, 13 apresentaram resultados positivos, lideradas pelos segmentos de equipamentos de informática e eletrônicos, produtos alimentícios e derivados do petróleo. Por outro lado, a maior pressão negativa veio do setor extrativo, que recuou 1%, ao lado de quedas na metalurgia e nas indústrias química e de papel. Além disso, o alcance da recuperação foi amplo, com quase 70% dos produtos pesquisados registrando alta no mês.









