


A produção nacional de leite alcançou o patamar histórico de 36,7 bilhões de litros no ano passado, registrando uma alta de 2,7% em comparação com o período anterior. Os dados constam na Pesquisa da Pecuária Municipal, divulgada nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado marca o terceiro ano consecutivo de expansão do setor e reflete uma mudança estrutural no campo: o volume expressivo foi obtido mesmo com uma redução de 2,7% no número de vacas ordenhadas, que somou 14,7 milhões de cabeças — o menor contingente registrado no país desde 1979.

O avanço da eficiência produtiva é explicado pela combinação de fatores como condições climáticas favoráveis, investimentos em melhoramento genético do rebanho e a modernização da base produtiva nacional. O índice de produtividade por animal cresceu 5,6%, atingindo a média inédita de 2.498,7 litros por vaca ao ano. A Região Sul consolidou-se como líder nacional nesse quesito, registrando média de 4,3 mil litros por animal, além de responder por 34% do volume total do país. Entre os estados, Minas Gerais manteve a liderança isolada, sendo responsável por 10,1 bilhões de litros do montante nacional, enquanto o município de Castro, no Paraná, permaneceu como o maior produtor municipal, com 532,8 milhões de litros.
Além do setor leiteiro, que movimentou R$ 89,5 bilhões e impulsionou o valor total da produção pecuária nacional para o recorde de R$ 141,2 bilhões, o levantamento do IBGE destacou números históricos em outras frentes do agronegócio. A produção de ovos atingiu a marca de 5,7 bilhões de dúzias, impulsionada pelo aumento da procura como alternativa de proteína acessível, e o plantel de galináceos superou 1,6 bilhão de cabeças. O estudo também apontou recordes na produção de mel, camarão e piscicultura, contrapondo-se à leve redução do rebanho bovino total, afetado pelo ciclo pecuário de abates de fêmeas nos últimos anos.









